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Tutorial mini projeto parte 3 – Mudanças de escopo e impacto 14 January 2010 as 10:49 pm de Washington Souza

Continuado a série de mini tutoriais de projeto, no ultimo post realizamos o dimensionamento do projeto e chegamos ao custo de R$ 8.400,00 em 210 horas.

Agora vamos compreender o impacto das mudanças.

Nota: Neste momento, você praticamente finalizou o projeto e esta validando-o com seu amigo.

Nosso projeto é uma pequena tela de cadastro de contatos e ao entrega-la ao seu cliente (seu amigo). Ele gosta tanto que mostra ao seu chefe, que também gosta muito do sistema e tem a idéia de implementar em toda empresa.

Você comenta que teria que fazer várias mudanças mas ele comenta que quer “do jeito que esta” não precisa mudar nada – Ele gostaria apenas que selecionasse a filial (ele tem 10 filiais) antes de ver os contatos. Esta solicitação vem junto com a frase “É fácil… é só uma tabelinha”.

Seguindo a mesma linha de dimensionamento que usamos, vamos então colocar:

+ Um arquivo interno
+ Uma entrada externa

O arquivo interno equivale à 10PFs e a entrada equivale à 4PFs, totalizando assim 14 pontos por função. Aplicando novamente a mesma produtividade utilizada anteriormente teremos 98 horas. Então podemos dizer que “a tabelinha” vai demandar mais 98h de trabalho em um projeto de 210h. Em outras palavras, seu amigo que já pagou R$ 8.400,00 pelo sistema terá que pagar mais R$ 3.920,00 por essa mudança.
Leia o post completo →

+ Tutorial mini projeto parte 2 – Estimativa utilizando APF – Análise de pontos por função Por Washington Souza 10 December 2009 as 12:01 am 1 comentário

No post Tutorial mini projeto – o nascimento da idéia iniciamos um mini tutorial de um projeto.
Apenas relembrando, no final geramos a seguinte tela:

Tela do mini projeto

A tela foi aprovada e seu cliente (que é seu amigo) indaga:  ”Legal, é isso mesmo que eu quero. Quando você me entrega e quanto isso vai me custar?”

Você poderia responder essa pergunta de dois jeitos: Um, chutando, outro, fazendo uma estimativa de custo, prazo e esforço. Obviamente você opta pela segunda (certo?).

Bom… com a tela em mãos, vamos usar uma técnica de estimativa, existem várias, mas, vamos escolher APF – Análise de pontos por função.

Para efeito didático, vamos usar uma visão simplista do APF, mas é bom lembrar que a técnica é muito interessante e assertiva. Eu particularmente sempre recomendo o uso de APF.

Primeiramente existem 5 elementos* que podem ser contados em APF:

  • Entradas externas (EE)
  • Consultas externas (CE)
  • Saídas externas (SE)
  • Arquivos lógicos internos (ALI)
  • Arquivos lógicos externos (ALE)

sponsor* Vou deixar para vocês irem atrás do que é cada um

Existe uma tabela de pesos de cada elemento de APF por complexidade. Pra definir se algo é simples, médio ou complexo existem critérios, mas por ora, vamos definir que tudo é de complexidade média, assim facilitaremos nossa contagem. Veja o post completo →

+ O que é produtividade? Por Washington Souza 10 November 2009 as 8:46 pm Nenhum comentário

Hoje se fala muito em produtividade, mas não são muitos o que realmente entendem o que é produtividade.
Se você chegar a um departamento de TI e pedir (como exemplo) uma lista classificada dos programadores mais produtivos, é quase certo que você não a terá. Isto acontece porque são poucas as empresas que realmente medem a produtividade de suas equipes, e isto ocorrerá em 90% dos casos.

A produtividade consiste em o que é produzido em um determinado tempo.

Em linhas de produção isso é mais tranqüilo, pois você consegue “ver”, “pegar” e “contar”. Fica mais fácil de comparar. Mas… e quando falamos de software?
Primeiramente, vamos a algumas perguntas:

  • Qual a produtividade de sua equipe?
  • Quais os 10 programadores mais produtivos?
  • O que você faria para entregar dentro do prazo um projeto crítico com uma parede*?
    *Parede: Data onde o sistema precisa necessariamente estar online, sob pena de multa.

Se você hesitou em responder a primeira pergunta, você acaba de descobrir uma excelente oportunidade para conhecer como sua equipe trabalha de fato. Isto será muito importante nas suas estimativas e especial no seu planejamento e venda.

Se você não consegue responder a segunda pergunta, ou a responde baseado em sua percepção (e não em números), é bom refletir e medir isto, o ganho será assustadoramente compensador.

Já a terceira pergunta… para respondê-la você DEVE ter feito a lição de casa das duas primeiras perguntas. Muitas empresas colocam os melhores programadores para ter certeza que vão entregar e assim, não pagar a multa. Bom… este é um bom caso de gestão de riscos, mas, você pode provavelmente economizar um bom dinheiro se simplesmente conhecer a produtividade de sua equipe, e assim, deslocar as pessoas certas para o projeto.

Veja o post completo →

+ Como analisar a produtividade da equipe? Por Washington Souza 15 September 2009 as 8:11 am Nenhum comentário

ProdutividadeO caso a seguir aconteceu no mesmo projeto do post “Qualidade custa mais?”.

Hoje em dia muitos falam sobre produtividade, mas compreender o que é de fato produtivo é algo bem complexo.

Naquele projeto, fiz um experimento interessante.
Tínhamos dois analistas programadores muito bons, o Primeiro (Leandro) era conhecido na empresa como um dos mais rápidos. Passei para ele um programa de 20h (programa A). Ele terminou o programa em aproximadamente 7h (35% do tempo).

A segunda analista programadora (Eline) também era conhecida como muito boa, mas não tão boa quanto o Leandro. Passei para ela um programa de 16h (programa B). Ela terminou o programa em aproximadamente 11h (68%).
Se você tivesse que premiar alguém, quem você premiaria? Olhando esses números você não tem dúvidas de quem é o melhor, certo?

Esta é a análise feita pela maioria das pessoas, mas… (há sempre um mas) os programas foram para a área de testes.

Quando retornaram da área de testes o programa A necessitava de várias correções e ajustes, já o programa B praticamente não teve erro.

Nas idas e vindas do programa A, utilizou-se mais 9h, ou seja, o programa dele não foi finalizado em 7h e sim em 16h.

Agora vamos refazer a análise.

  • Leandro – utilizou 80% do tempo
  • Eline – utilizou 68% do tempo

Agora você pode responder aquela pergunta sem com mais embasamento.

Ambos tiveram uma produtividade excelente, mas analisando os dados da forma correta, consegue-se ver quem foi o mais eficiente quem teve a melhor produtividade naquele projeto.

Enfim, como dito, a primeira análise é a mais comum (e equivocada), mas devemos sempre avaliar todo o ciclo para ter certeza de que estamos avaliando o processo da forma correta.
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