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Como avaliar o desempenho pessoal em um mundo de percepções? [OT] 14 June 2010 as 11:00 am de Washington Souza

Constantemente este tipo de discussão aparece quando converso com amigos das mais variadas empresas. Tanto empresas com CMMI e MPS.Br quanto empresas sem. O problema aparece porque RH e gerentes de projetos não entram em um consenso na definição do que é um profissional ruim, bom, e excepcional.

Será que o João, aquele excelente programador é mesmo excelente? E a Maria, dizem que ela é ruinzinha, será que é mesmo. Será que isso não é marketing?

Os questionamentos são variações de:

  • “Como eu sei que um profissional é bom?”
  • “Como eu avalio se o desempenho de um profissional é bom?”
  • “Como eu quantifico a importância de um profissional para a empresa?”
  • “Como identificar as falsas percepções?”
  • “Como fazer isso, de verdade e atender OT?”

E… em sua grande maioria, as empresas não querem fazer isso apenas para constar em OT, querem ter o benefício real.

Em TI, muitas vezes avalia-se as pessoas puramente pela percepção, e não pelos resultados. Você provavelmente conhece que dizem que é bom, mas até hoje você procura saber no que. Um amigo comentou: “Tem um gerente de serviços lá na empresa que a gerência de departamento acha o cara o máximo, mas tudo serviço que ele entrega é atrasado, e alguns clientes nem podem ouvir o nome dele. Porque acham ele tão bom quando ele não é?”. Infelizmente eu não conheço o caso, apenas a versão do meu amigo, mas, muito provavelmente é “percepção” – há várias possibilidades que vão desde ele ter muita teoria e nenhuma prática até terem falado para o gerente do departamento que ele era bom. Leia o post completo →

+ Descrição de cargos e responsabilidades Por Washington Souza 09 August 2009 as 2:13 am 1 comentário

A descrição de papéis e responsabilidades (também conhecida como descrição de cargos e responsabilidades) é uma coisa básica na industria, porém em TI ela ainda esta engatinhando.

Vamos fazer um teste, procure em sua empresa se há uma documentação definindo claramente o que você (ou alguém com o mesmo cargo) deve fazer. Bom… provavelmente em mais de 90% dos casos não haverá nada ou uma definição informal do que é.

O mesmo vale para os níveis de senioridade.

Mas, porque é tão importante ter essa descrição? Simples: organização, produtividade e escala.

Tendo os crítérios, você reduz riscos de:
Contratar um junior achando que é senior
Enviar demanda a um profissional que não esta apto a executa-la
Ter diferentes faixas salariais para o mesmo perfil
Não cumprimento de prazos
E outras

Vale lembrar que esta definição deve ser apoiada pela política organizacional e deve ter a aprovação e comprometimento da alta direção.

Agora, vamos a um exemplo simples de como deve ser uma “descrição de cargos e responsabilidades”:

Cargo: Programador Junior Java
Formação: Técnica, superior ou curso que ateste os conhecimentos

Conhecimentos:
1. UML
2. Java
3. …

Habilidades:
1. Conversação em inglês
2. Digitação rápida
3. …

Responsabilidades:
1. Entregar os produtos com a qualidade definida
2. Apontar diáriamente as horas trabalhadas nas tarefas específicas
3. …

A quem se reporta: Gerente de desenvolvimento

É muito importante você definir critérios para os elementos evitando que alguém que saiba apenas a frase “the book is on the table” seja classificado com “Conversação em Inglês – OK”

Lembrando, este é um exemplo básico, da pra evoluir bem com elementos como: “Elementos Obrigatórios e Opcionais”, “Faixa Salarial”, “Atuação secundária”,”autoridade”, etc, etc, etc

Os que estão envolvidos com OT ou GRH devem montar esta definição para cada cargo (papel ou função) de sua organização e segui-la.

Abraço a todos.
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+ A importancia da definição de papéis e cargos Por Washington Souza 05 August 2009 as 1:54 am Nenhum comentário

TreinamentoAtendendo a nossa leitora Walkiria, estarei colocando alguns posts voltados a OT (e GRH – mais pra frente explico).

Hoje vamos falar da importância de ter papéis e funções definidas.
Primeiramente, isto é pré requisito tanto para o CMMI quanto para o MPS.BR, mas você deve estar se perguntando “o que minha empresa ganha com isso?”. Bom, ganha produtividade e agilidade.

Muitas empresas (normalmente as pequenas) não tem isso muito bem definido, então é como se todo mundo pudesse fazer tudo (e fazem). Nestes casos ninguém acaba se especializando em nada e com isso perde-se a oportunidade de aumentar a produtividade e ganhar agilidade. Um analista que passa 70% do tempo programando, com certeza não se especializará em levantamento de requisitos, relacionamento, desenvolvimento de requisitos e outras disciplinas voltadas a análise, pelo contrário ele se poderá ser excelente em “java” ou “.net”, então você pergunta “mas… ele não é um analista???”
Ele até pode programar, mas se ele é analista, seu principal foco é análise e é ai que ele deve se especializar.
O mesmo vale para as vagas (muito comum) de Gerente de Projetos onde na descrição consta até J2EE. Bom… se a vaga é pra gerente as habilidades que ele deve ter são várias mas J2EE com certeza não é uma delas, e é comum encontrar J2EE e não encontrar “Gerência de Riscos”

Uma dica que dou é:

  • Mapear os cargos (ou papéis);
  • Definir as responsabilidades de cada um;
  • Definir as habilidades necessárias;
  • Definir critérios para classificar alguém como A ou B
  • E o mais importante… manter tudo isso funcionando

Especialização gera agilidade, que gera aumento da produtividade e que acaba reduzindo os custos.

+ Descrição rápida das PA’s do CMMI nível 3 Por Washington Souza 05 September 2008 as 1:41 am 2 comentários

PAs do CMMI nivel 3

PI – Integração de produto
Tem como objetivo integrar os componentes, produtos, funções, módulos  e outros produtos de software egarantir que o mesmo foi entregue dentro das especificações definidas.

RD – Desenvolvimento de requisitos
Tem como objetivo realizar a análise e desenvolvimento dos requisitos para compor o produto.

TS – Solução técnica
Tem como objetivo realizar o design, desenvolver e implementar soluções aos requisitos. VAL – Validação

Tem como objetivo demonstrar que o produto atende às especificações definidas quando colocado no ambiente definido.

VER – Verificação
Tem como objetivo auditar os principais produtos a fim de verificar se eles atendem aos requisitos definidos.

OPD – Definição do processo organizacional
Tem como objetivo estabelecer e manter um conjunto de ativos e padrões da organização. Entende-se como ativos produtos como Guias, Processos, Procedimentos, templates, treinamentos e documentos entre outros

OPF – Foco no processo organizacional
Tem como objetivo o planejamento e implementação de melhorias baseado no conhecimento das forças e fraquezas da organização  dos processos e ativos da organização.

OT – Treinamento organizacional
O objetivo de OT é desenvolver os conhecimentos das equipes de modo que elas possam desempenhar melhor suas atividades

IPM – Gerenciamento integrado de projeto
IPM tem como objetivo estabelecer e manter o gerenciamento e comunicação entre as diversas equipes integradas de um projeto de acordo com o PDP definido através do tailoring.

DAR – Decisão formal
Tem como objetivo ajudar em decisões estabelecendo um mecanismo onde critérios sejam analisados antes que uma decisão seja tomada.

RSKM – Gerenciamento de riscos
Tem como objetivo realizar o gerenciamento de riscos, diferentemente das ações realizadas no nível anterior, neste momento o gerenciamento deve ser mais preventivo.

+ Dicas de institucionalização do CMMI Por Washington Souza 27 August 2008 as 1:02 am 2 comentários

Olá pessoal, hoje vamos falar de dicas para institucionalização, o diagrama abaixo demonstra o que pode-se fazer.

O CMMI deve estar vivo na organização

Vamos comentar cada uma destas iniciativas:
Treinamentos: Esta iniciativa é a mais óbvia de todas, mas é fundamental, sua eficiência é entre média e baixa, mas não deve ser descartada.
Workshop: Evento onde você apresenta o modelo de um jeito mais informal, você pode torna-lo interativo fazendo brincadeiras e distribuindo prêmios – tem eficiência média
E-Mails rápidos: E-mails cursos, de até 15 linhas resumindo ao máximo um determinado assunto, sua linha deve ser informal – tem eficiência entre média e alta
Dicas: E-mails ou avisos com dicas de determinados assuntos, devem ser rápidos e preferencialmente gráficos – tem eficiência média-baixa
Quadros:
Similar ao Dicas, apresentam mais informações. Coloca-se normalmente nos quadros de avisos da empresa – tem eficiência baixa.
Banners: Banners sempre ajudam, o ideal é torna-los o mais gráfico e fácil possível, deixe os detalhes nos processos e use uma linguagem de fácil interpretação – tem eficiência alta
Guias: As pessoas adoram guias, assim, é uma boa iniciativa criar um guia para os principais trabalhos – tem eficiência média
Testes: Testes fazem com que as pessoas estudem, seus resultados são medianos, mas sempre devem ser usados como complemento aos treinamentos – tem eficiência média
Concursos: Quando com prêmios, os concursos ajudam demais a institucionalização, as pessoas vão atrás dos prêmios e de queba, aprendem mais sobre os processos – tem eficiência média alta.

Vale lembrar que todas estas iniciativas ajudam, mas não “resolvem”. Emprenho e comprometimento são fundamentais.

A melhor iniciativa é as pessoas praticarem os processos, é a mais “simples” e mais eficiente.

Como diria meu grande  grande amigo Edson Sayeg: “Não é preciso decorar, basta praticar”
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