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20 coisas que todo gerente de projetos deveria saber … e fazer 22 June 2010 as 9:46 pm de Washington Souza

Se você esta lendo este artigo provavelmente você é um gerente de projetos ou esta interessado em se tornar um. Então aqui esta uma lista atualizada com várias dicas “must have” que vão ajudar desde aqueles que pretendem se tornar um gerente de projetos até os mais experiêntes GPs. Você deve consulta-la sempre, ela servirá como um guia de referência rápida e será muito útil no seu dia-a-dia. Com ela você poderá lembrar de aspectos importantes que um GP deve conhecer e fazer.

Lista de 20 coisas que todo gerente de projetos deveria saber … e fazer

1- Saiba com se comunicar com todos os níveis dentro da organização

A habilidade de se comunicar com facilidade com pessoas de todos os níveis da organização sobre seu projeto e quase sempre apontado como uma das mais importantes habilidades por GPs. No entando, é importante adaptar a sua mensagem a cada público para assegurar o nível adequado de comunicação. Cada pessoa deverá ser abordado de forma diferente. Alguns precisarão de mais detalhes enquanto outros se contentarão com um simples overview. Se alguém quiser conversar sobre a formatura da oitava série de sua filha, preste atenção à conversa. Você pode até anotar e perguntar mas tarde sobre como foi a festa. Coisas simples como esta causam impacto.

2- Aprenda a falar em público

Um gerente de projetos pode ser muito bom em planejamento e gerenciamento do projeto, mas pode falhar na apresentação de informações aos interessados em um formato fácil e compreensível. Um gerente de projetos deve ter facilidade na passagem de informação de uma forma simples para que qualquer um compreenda. Em uma apresentação sobre o projeto o gerente de projetos deve-se mostrar seguro.

Isto parece ser fácil, mas bons “apresentadores” tipicamente não nascem assim. Você precisará investir em treinamentos de falar em público, treinamentos de apresentação e praticar… praticar muito e obter feedback de suas apresentações.
Obviamente existem pessoas com mais facilidade em uma ou outra coisa, todavia há uma verdade que todos bons apresentadores tem centenas de horas de apresentação.

3- Use templates para lhe ajudar a completar a documentação e manter a coerência, mas lembre-se, os templates são guias e não um guia de regras

É muito bom usar templates porque você não perde tempo reinventando a roda outra vez. Mas não deixe que eles prejudiquem sua criatividade. Trate-os como um roteiro e não tenha medo de tentar algo novo. Quem sabe, você pode descobrir uma maneira melhor de se fazer algo e melhorar o desempenho do projeto.

4- Saiba usar o Earned Value Management System (ou simplesmente EVM)

Inevitavelmente o sponsor do projeto vai perguntar: “Como está o projeto? Está dentro do prazo? Está dentro do orçamento?”.
Você pode ter uma idéia geral, mas como você pode ser mais preciso? Se você estiver utilizando EVM, você poderá divulgar o status do projeto com mais confiança e, consequentemente, ganhar mais credibilidade entre os membros de sua equipe e envolvidos no projeto. Mas, lembre-se, se você não compreender totalmente as métricas ou tampouco verificar a acuracidade dos dados para transmitir a informação de forma eficaz.

5- Obtenha os recursos certos (e mantenha-os com você).

Alguns tem talento nato para isto, outros devem trabalhar melhor esta habilidade, mas esta habilidade trata de conhecer pessoas, nichos e sua rede de relacionamentos em busca de conhecimentos e experiências. Esta tarefa da muito trabalho e leva um bom tempo para montar sua “rede”. Ela também envolve conversar diariamente sobre o trabalho e demais assuntos. A confiança é o alicerce para qualquer relacionamento e com ela as pessoas vão querer colaborar com você para entregar o projeto melhor, dentro do custo e prazo.

6- Gerêncie os stakeholders

É imperativo se comunicar com os stakeholders no início… e depois muitas vezes. Isto não só aumenta a confiança, mas lhe ajuda a obter informações valiosas para que você possa aumentar a probabilidade de sucesso no projeto, entretanto, lembre-se da flexibilidade em seus métodos de comunicação. Algumas pessoas se sentem mais a vontade pessoalmente, outras por email, outras telefone e outras em grupo. Você precisará descobrir como as pessoas se sentem mais confortáveis pois assim eles ficarão mais dispostos a cooperar com o projeto.

7- Saiba como resolver problemas

Um problema pode ser a diferença entre seu estado atual e sua meta, mas também pode ser uma oportunidade de melhoria.Tenha (e passe) segurança em buscar soluções. Note que os problemas não chegam como resultado de fatores externos ou eventos ruins. Qualquer nova possibilidade de melhoria traz junto “um problema” que precisa ser revolvido.

8- Aprenda as habilidades (críticas) necessárias para se fazer o trabalho bem feito.

Ter foco técnico não é o suficiente para ser um gerente de projetos bem sucedido (na verdade isto é o que menos importa); Você também precisará de habilidades críticas como comunicação (escrita e verbal), negociação e tomada de decisões para ajudar a fazer seu trabalho com mais eficiência. Habilidades como estas são fundamentais, quando você cruza a fronteira organizacional para obter ajuda ou obter informações, mas estas habilidades precisam ser desenvolvidas, elas não vem naturalmente.

Você deve se manter informado através de livros, cursos, webminars, podcasts e utilizar a web a procura de sites, blogs, artigos e whitepapers. Implemente algo novo a cada dia e incorpore as coisas boas no trabalho do seu dia-a-dia. Antes mesmo que você perceba, você implementará um processo de melhoria contínua e estas habilidades e conhecimentos que você não tinha, serão incorporados naturalmente e você estará a procura de outros.
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+ Como avaliar o desempenho pessoal em um mundo de percepções? [OT] Por Washington Souza 14 June 2010 as 11:00 am 1 comentário

Constantemente este tipo de discussão aparece quando converso com amigos das mais variadas empresas. Tanto empresas com CMMI e MPS.Br quanto empresas sem. O problema aparece porque RH e gerentes de projetos não entram em um consenso na definição do que é um profissional ruim, bom, e excepcional.

Será que o João, aquele excelente programador é mesmo excelente? E a Maria, dizem que ela é ruinzinha, será que é mesmo. Será que isso não é marketing?

Os questionamentos são variações de:

  • “Como eu sei que um profissional é bom?”
  • “Como eu avalio se o desempenho de um profissional é bom?”
  • “Como eu quantifico a importância de um profissional para a empresa?”
  • “Como identificar as falsas percepções?”
  • “Como fazer isso, de verdade e atender OT?”

E… em sua grande maioria, as empresas não querem fazer isso apenas para constar em OT, querem ter o benefício real.

Em TI, muitas vezes avalia-se as pessoas puramente pela percepção, e não pelos resultados. Você provavelmente conhece que dizem que é bom, mas até hoje você procura saber no que. Um amigo comentou: “Tem um gerente de serviços lá na empresa que a gerência de departamento acha o cara o máximo, mas tudo serviço que ele entrega é atrasado, e alguns clientes nem podem ouvir o nome dele. Porque acham ele tão bom quando ele não é?”. Infelizmente eu não conheço o caso, apenas a versão do meu amigo, mas, muito provavelmente é “percepção” – há várias possibilidades que vão desde ele ter muita teoria e nenhuma prática até terem falado para o gerente do departamento que ele era bom. Veja o post completo →

+ Gerenciamento de Projetos é Gerenciamento de Problemas Por Washington Souza 09 June 2010 as 9:22 pm 1 comentário

Na melhor das hipóteses, o Gerenciamento de Projeots é uma tarefa desafiadora e complexa. Entretanto, vejo frequentemente gerentes de projetos tornarem esta atividade ainda mais difícil por terem expectativas erradas do que deve ser a função.

De uma forma rápida e direta, gerenciamento de projetos É gerenciamento de problemas. Se não fosse esse o caso, não haveria a necessidade de gerentes de projetos. Pelo contrário, um pedido de trabalho seria feito sem qualquer problema (pessoas, ferramentas, cronograma, requisitos, etc). Bastaria simplesmente alinhar o que deve ser feito e esperar a conclusão. As coisas aconteceriam sem qualquer problema.

“Eu estou aqui para ajudar vocês, para tirar os problemas para que vocês possam trabalhar”
- Marcio Oliveira

Na verdade, nosso papel existe porque este mundo hipotético não existe. Recursos são super alocados, tecnologias não funcionam como escrito nas revistas, habilidades necessitam de updates, requisitos não estão claros, os prazos são apertados, enfim, o mundo de Alice não existe.

Frequentemente trabalho com GPs que comentarem estes tipos de transtornos, aborrecimentos, ou “problemas”. Normalmente estas ações externas são tratadas como “azar” que o gerente teve naquele projeto. No entanto, isto nada mais é do que o trabalho normal do GP. Uma coisa é fato “haverá problemas no projeto” e o gerente do projeto esta lá para resolve-los para que a equipe possa continuar.

Nem é preciso dizer que estes GPs, que pensam nos problemas como aborrecimentos ou “azar” passam boa parte de seu tempo tensos, irritados e até mesmo frustados. Para evitar isso o gerente de projetos deve planejar melhor, pensar com mais clareza, ter mais visão estratégica, obter mais apoio do sponsor e da equipe do projeto, e, fazer uma análise de riscos minuciosa.

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+ Descrição de cargos e responsabilidades Por Washington Souza 09 August 2009 as 2:13 am 1 comentário

A descrição de papéis e responsabilidades (também conhecida como descrição de cargos e responsabilidades) é uma coisa básica na industria, porém em TI ela ainda esta engatinhando.

Vamos fazer um teste, procure em sua empresa se há uma documentação definindo claramente o que você (ou alguém com o mesmo cargo) deve fazer. Bom… provavelmente em mais de 90% dos casos não haverá nada ou uma definição informal do que é.

O mesmo vale para os níveis de senioridade.

Mas, porque é tão importante ter essa descrição? Simples: organização, produtividade e escala.

Tendo os crítérios, você reduz riscos de:
Contratar um junior achando que é senior
Enviar demanda a um profissional que não esta apto a executa-la
Ter diferentes faixas salariais para o mesmo perfil
Não cumprimento de prazos
E outras

Vale lembrar que esta definição deve ser apoiada pela política organizacional e deve ter a aprovação e comprometimento da alta direção.

Agora, vamos a um exemplo simples de como deve ser uma “descrição de cargos e responsabilidades”:

Cargo: Programador Junior Java
Formação: Técnica, superior ou curso que ateste os conhecimentos

Conhecimentos:
1. UML
2. Java
3. …

Habilidades:
1. Conversação em inglês
2. Digitação rápida
3. …

Responsabilidades:
1. Entregar os produtos com a qualidade definida
2. Apontar diáriamente as horas trabalhadas nas tarefas específicas
3. …

A quem se reporta: Gerente de desenvolvimento

É muito importante você definir critérios para os elementos evitando que alguém que saiba apenas a frase “the book is on the table” seja classificado com “Conversação em Inglês – OK”

Lembrando, este é um exemplo básico, da pra evoluir bem com elementos como: “Elementos Obrigatórios e Opcionais”, “Faixa Salarial”, “Atuação secundária”,”autoridade”, etc, etc, etc

Os que estão envolvidos com OT ou GRH devem montar esta definição para cada cargo (papel ou função) de sua organização e segui-la.

Abraço a todos.
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