
Ishkawa organizou as sete ferramentas da qualidade após observar que pelo menos 95% dos problemas poderiam ser resolvidos por estas ferramentas. Ele também observou que qualquer trabalhador fabril poderia utiliza-las de forma efetiva. Seu objetivo foi aperfeiçoar o Controle de Qualidade Industrial da década de 1960.
Seu sucesso no Circulo de Controle de Qualidade (CCQ) surpreendeu a todos especificamente quando veio do Japão para o ocidente. Os benefícios aos produtos e serviços japoneses foram tantos que até hoje os produtos daquele país são sinónimo de qualidade.
As sete ferramentas da qualidade são:
- Diagrama de pareto
- Diagrama de causa e efeito
- Histograma
- Folhas de verificação
- Gráfico de dispersão
- Fluxogramas
- Cartas de controle
Agora, vamos ver como utilizar estas ferramentas de uma forma prática.
Diagrama de pareto
O principio de Pareto também é muito conhecido como a regra dos 80/20 (alguns também falam de 70/30). Em resumo podemos dizer que:
- 20% do tempo despendido produz 80% dos resultados
- 80% de suas ligações telefonicas são destinadas a 20% dos seus contatos
- 20% das ruas são responsáveis por 80% do trafego (não em São Paulo)
- 80% dos pedidos em um restaurante vem de 20% do menu
- 20% de seus clientes são responsáveis por 80% do seu faturamento
- 80% dos problemas é causado por 20% das pessoas
- 20% do que deve ser feito ocupa 80% do tempo
Pareto é uma ferramenta fantástica para priorização e focar no que realmente importa. Se há um problema, pareto lhe ajudará a focar.
Diagrama de causa e efeito
O diagrama de causa x efeito (também conhecido como diagrama de Ishikawa) é uma excelente ferramenta utilizada para estruturar hierarquicamente as causas potênciais de um determinado problema (ou oportunidade). Ele permite uma visualização gráfica de todo o “mapa”.
Os elementos são tipicamente organizados em seis categorias:
- Métodos
- Matéria prima
- Mão de obra
- Maquinas
- Medições
- Meio ambiente
Todavia, estes elementos podem ser adaptados.
Um diagrama bem detalhado se parecerá com uma espinha de peixe (como ele também é conhecido) e a partir de uma lista preliminar de causas, as mais prováveis são selecionadas para análise mais aprofundada.
É uma ferramenta primordial em projetos de melhoria, em especial projetos Six Sigma.
Histograma
O histograma é uma ferramenta muito utilizada na estatística e apresenta uma representação gráfica da distribuição e frequência dos dados de uma determinada amostra. Normalmente é representado através de barras verticais.
Seu funcionamento é mais ou menos assim: Imagine uma escala de zero a vinte, você divide em barras de 2 em 2, ou seja, se o dado for 1 ou 2 você coloca ma barra “1-2”, se o dado for 3 ou 4 você coloca um ponto na barra “3-4” e assim por diante. Você pega sua amostra e vai colocando nessas “caixinhas” e no final você terá a distribuição dos seus dados.
Com uma evolução do histograma é possível identificar a estabilidade e capacidade de um determinado processo.







