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As sete ferramentas da qualidade 13 July 2010 as 12:01 am de Washington Souza

Ishkawa organizou as sete ferramentas da qualidade após observar que pelo menos 95% dos problemas poderiam ser resolvidos por estas ferramentas. Ele também observou que qualquer trabalhador fabril poderia utiliza-las de forma efetiva. Seu objetivo foi aperfeiçoar o Controle de Qualidade Industrial da década de 1960.

Seu sucesso no Circulo de Controle de Qualidade (CCQ) surpreendeu a todos especificamente quando veio do Japão para o ocidente. Os benefícios aos produtos e serviços japoneses foram tantos que até hoje os produtos daquele país são sinónimo de qualidade.

As sete ferramentas da qualidade são:

  • Diagrama de pareto
  • Diagrama de causa e efeito
  • Histograma
  • Folhas de verificação
  • Gráfico de dispersão
  • Fluxogramas
  • Cartas de controle

Agora, vamos ver como utilizar estas ferramentas de uma forma prática.

Diagrama de pareto

Gráfico de ParetoO principio de Pareto também é muito conhecido como a regra dos 80/20 (alguns também falam de 70/30). Em resumo podemos dizer que:

  • 20% do tempo despendido produz 80% dos resultados
  • 80% de suas ligações telefonicas são destinadas a 20% dos seus contatos
  • 20% das ruas são responsáveis por 80% do trafego (não em São Paulo)
  • 80% dos pedidos em um restaurante vem de 20% do menu
  • 20% de seus clientes são responsáveis por 80% do seu faturamento
  • 80% dos problemas é causado por 20% das pessoas
  • 20% do que deve ser feito ocupa 80% do tempo

Pareto é uma ferramenta fantástica para priorização e focar no que realmente importa. Se há um problema, pareto lhe ajudará a focar.

Diagrama de causa e efeito

Gráfico de Causa x EfeitoO diagrama de causa x efeito (também conhecido como diagrama de Ishikawa) é uma excelente ferramenta utilizada para estruturar hierarquicamente as causas potênciais de um determinado problema (ou oportunidade). Ele permite uma visualização gráfica de todo o “mapa”.

Os elementos são tipicamente organizados em seis categorias:

  • Métodos
  • Matéria prima
  • Mão de obra
  • Maquinas
  • Medições
  • Meio ambiente

Todavia, estes elementos podem ser adaptados.

Um diagrama bem detalhado se parecerá com uma espinha de peixe (como ele também é conhecido) e a partir de uma lista preliminar de causas, as mais prováveis são selecionadas para análise mais aprofundada.

É uma ferramenta primordial em projetos de melhoria, em especial projetos Six Sigma.

Histograma

HistogramaO histograma é uma ferramenta muito utilizada na estatística e apresenta uma representação gráfica da distribuição e frequência dos dados de uma determinada amostra. Normalmente é representado através de barras verticais.

Seu funcionamento é mais ou menos assim: Imagine uma escala de zero a vinte, você divide em barras de 2 em 2, ou seja, se o dado for 1 ou 2 você coloca ma barra “1-2”, se o dado for 3 ou 4 você coloca um ponto na barra “3-4” e assim por diante. Você pega sua amostra e vai colocando nessas “caixinhas” e no final você terá a distribuição dos seus dados.

Com uma evolução do histograma é possível identificar a estabilidade e capacidade de um determinado processo.

Folhas de verificação

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+ O que NÃO fazer para destruir sua carreira de GP rapidamente Por Washington Souza 05 July 2010 as 12:17 am Nenhum comentário

Destruir a carreira de Gerente de Projetos é muito fácil, veja o que você NÃO deve fazer para arruinar a sua.

  1. Adote a postura do “novo xerife na cidade”. Desconsidere os processos já existentes e faça mudanças profundas, já no primeiro dia. O legal é que todos se sentirão verdadeiros idiotas que nunca fizeram nada certo até a sua chegada. E melhor ainda: você estará tomando atitudes importantíssimas sem ter a menor idéia do que se passa no projeto.
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  2. Preocupe-se apenas com as ferramentas: falar com alguém? Pra que? Tranque-se em sua sala e trabalhe loucamente no seu software de gerenciamento de cronogramas. Finja que os artefatos gerados por você são o que realmente importa. O que os “outros” estão fazendo é problema deles…
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  3. Ignore seus stakeholders. Se ninguém nunca se preocupou em fazer uma análise das diversas partes interessadas, agradeça e aproveite. Isto iria complicar demais a sua vida.
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  4. Peça muitos conselhos para as pessoas de sua equipe e faça exatamente o contrário do que lhe foi sugerido;
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  5. Grite bem alto: “Isto está fora do escopo!” sempre que qualquer stakeholder abrir a boca;
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  6. Mande documentos que servirão de base para discussões na reunião de status do projeto 30 segundos antes do início da reunião. E claro, faça questão de comentar: “Vocês receberam os documentos? Bom, eu os enviei”;
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  7. Faça sessões de brainstorming mas não anote nada que você não concordar;
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+ Entendendo a Gerência de Configuração Por Washington Souza 21 June 2010 as 9:04 pm Nenhum comentário

Uma coisa é certa em todos os projetos: “as coisas mudam”. Os requisitos podem mudar, o usuário pode melhorar seu entendimento sobre um determinado requisito e solicitar mudanças. O ambiente pode mudar, novas leis podem fazer com que o sistema mude e até mesmo a troca do usuário pode fazer com que as coisas mudem. Com tantas mudanças, se nada for feito o sistema pode naufragar. Para isto, tanto o CMMI quanto o MPS.Br possuem uma área de processo para endereçar este assunto, a Gerência de Configuração.

A gerência de configuração (GC) é um conjunto de atividades que permite as mudanças no projeto de forma controlada, mantendo a estabilidade no decorrer do mesmo.

A gerência de configuração é extremamente importante em um projeto, é por isso que diversos modelos de qualidade e maturidade como ISO, CMMI, MPS.Br e SPICE dão tanto valor à esta disciplina.

O CMMI define que GC deve:

  • Identificar os produtos que serão mantidos sob controle de configuração
    Normalmente são mantidos os principais produtos de um projeto como documentos de proposta, planejamento, cronograma, especificações, código e outros.
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  • Definir um sistema de gestão de configuração
    Um sistema de gestão vai desde o processo até a definição de uma ferramenta de configuração, uma boa ferramenta de gestão pode economizar muito trabalho no processo de gerenciamento de configuração, o Sharepoint é bom no gerenciamento de configuração de documentos, mas não atende bem a parte de código. O código por sua vez é muito bem controlado no SVN e este por sua vez não se da muito bem com documentos, mas existem mais de 50 ferramentas com este propósito.
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  • Manter seus baselines
    O baseline é uma versão de um produto ou conjunto de produtos. Se toda a parte de requisitos do módulo de gestão já esta aprovada, pode-se gerar um baseline destes produtos e caso seja necessária alguma alteração, muda-se a versão do baseline (após passar por todo o processo).
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  • Acompanhar e controlar as solicitações de mudanças
    Este é o principal motivo da existência da gerência de configuração. Mudanças vem de toda parte, desde o usuário até a sua equipe, e estas mudanças devem passar por um processo de viabilidade, análise de impacto e aprovação formal. Todas as mudanças devem ser documentadas e de fácil acesso.
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  • Registrar todas as alterações realizadas nos produtos
    Uma vez realizada uma alteração em um produto, esta deve ser documentada e colocada novamente em baseline (após aprovação). Uma boa prática é descrever a alteração sempre que um produto for movimentado.
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