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Descrição rápida das áreas de conhecimento do PMI 17 June 2010 as 11:13 pm de Washington Souza

Atendendo a pedidos, segue a descrição rápida das áreas de conhecimento do PMI.

As áreas de conhecimento do PMI da Gerência de Projetos descrevem os conhecimentos em determinadas áreas que um gerente de projetos deve ter (e praticar). Assim com CMMI e MPS.Br, as “instruções” foram baseadas em boas práticas de mercado coletadas ao longo dos anos e que quando praticadas reduzem o risco de fracasso dos projetos.
O PMI organizou estes processo em nove áreas de processo conforme descrito abaixo:

Gerência da Integração do Projeto

Descreve os processos necessários para que diversos elementos de um projeto sejam coordenados de forma eficiente. Entre os produtos estão o desenvolvimento do plano do projeto, execução do plano do projeto e controle geral de mudanças.

Gerência do Escopo do Projeto

Define os processos necessários para assegurar que o projeto contemple todo o trabalho necessário, e nada mais que isso, para finalizar o projeto com sucesso. É composta por iniciação, planejamento do escopo, detalhamento do escopo, verificação do escopo e controle de mudanças do escopo. Veja também o artigo: Entendendo o gerenciamento de mudanças

Gerência do Tempo do Projeto

Trata dos processos necessários para assegurar que o projeto termine dentro do prazo planejado. É composta por definição das atividades, dando seqüência às atividades, estimativa da duração das atividades, desenvolvimento do cronograma e controle do cronograma.

Gerência do Custo do Projeto

Relata os processos necessários para assegurar que o projeto seja completado dentro do orçamento previsto. É composta por planejamento dos recursos, estimativa dos custos, orçamento dos custos e controle dos custos.

Gerência da Qualidade do Projeto

Descreve os processos necessários para assegurar que as necessidades que originaram o desenvolvimento do projeto serão satisfeitas. É composta por planejamento da qualidade, garantia da qualidade e controle da qualidade. Veja também: Qualidade custa mais caro?
Leia o post completo →

+ Como custo, tempo e escopo podem te ajudar (ou não)? Por Washington Souza 10 May 2010 as 12:08 am 1 comentário

Como definido pelo PMI, um projeto é algo novo, único e temporário, e para fazer o projeto dar certo o gerente de projetos deve controlar diversos fatores. Hoje vamos destacar quatro que são: Custo, Tempo, Escopo e Qualidade.

Vamos falar um pouco sobre cada um:

Gerenciamento de custos

Este é um dos grandes problemas para o gerente de projetos pois normalmente há pouca ou nenhuma margem para manobra, e, o cliente em 90% das vezes não quer (ou não deve) pagar mais. Este problema se agrava ainda mais quando a venda é feita sem consultar a equipe técnica (ou especialistas no negócio).

Dia-a-dia tudo contribuirá para o aumento dos custos e posso citar como principais estes:

  • Mudanças de escopo (não ou mal negociadas)
  • Disponibilidade do cliente
  • Qualificação técnica ou de negócios inadequada
  • Rotatividade (interna e externa)
  • Motivação (sim, isso influencia muito)

Outra coisa que temos que ter em mente é que se o projeto atrasar, o custo vai aumentar,  se o escopo mudar, o custo vai aumentar e se a qualidade for ruim, advinha. :D

Gerenciamento de tempo

Como sabemos, todo projeto tem um cronograma para ser cumprido e este cronograma foi estimado com base no tamanho e esforço necessário para se fazer o projeto.

E como sabemos, quando um projeto atrasa inicia-se uma série de eventos em cascata onde o cliente começa a ficar insatisfeito, o custo começa a aumentar, a pressão aumenta exponencialmente e diversas outras coisas. Em muitos casos o não cumprimento do prazo pode destruir um projeto.

Vamos a um exemplo: É dia um de dezembro e você precisa montar uma vitrine para uma loja de decorações e presentas para o natal. Você monta um super projeto, a melhor vitrine do mundo, seu cliente compra a idéia mas ela só fica pronta no dia 26 de dezembro. O que acontece?
Veja o post completo →

+ Tutorial mini projeto parte 2 – Estimativa utilizando APF – Análise de pontos por função Por Washington Souza 10 December 2009 as 12:01 am 12 comentários

No post Tutorial mini projeto – o nascimento da idéia iniciamos um mini tutorial de um projeto.
Apenas relembrando, no final geramos a seguinte tela:

Tela do mini projeto

A tela foi aprovada e seu cliente (que é seu amigo) indaga:  ”Legal, é isso mesmo que eu quero. Quando você me entrega e quanto isso vai me custar?”

Você poderia responder essa pergunta de dois jeitos: Um, chutando, outro, fazendo uma estimativa de custo, prazo e esforço. Obviamente você opta pela segunda (certo?).

Bom… com a tela em mãos, vamos usar uma técnica de estimativa, existem várias, mas, vamos escolher APF – Análise de pontos por função.

Para efeito didático, vamos usar uma visão simplista do APF, mas é bom lembrar que a técnica é muito interessante e assertiva. Eu particularmente sempre recomendo o uso de APF.

Primeiramente existem 5 elementos* que podem ser contados em APF:

  • Entradas externas (EE)
  • Consultas externas (CE)
  • Saídas externas (SE)
  • Arquivos lógicos internos (ALI)
  • Arquivos lógicos externos (ALE)

sponsor* Vou deixar para vocês irem atrás do que é cada um

Existe uma tabela de pesos de cada elemento de APF por complexidade. Pra definir se algo é simples, médio ou complexo existem critérios, mas por ora, vamos definir que tudo é de complexidade média, assim facilitaremos nossa contagem. Veja o post completo →

+ Qualidade custa mais? (caso real) Por Washington Souza 09 September 2009 as 12:44 am 1 comentário

O caso que vou contar hoje aconteceu comigo a alguns anos atrás e faz pensarmos naquela conhecida frase: “Qualidade tem custo”.

Por volta de 2003 gerenciei um projeto de um portal interno para uma grande multinacional. O esforço estimado com APF foi de aproximadamente 7.000h e estava bem justo.

Este era nosso primeiro projeto neste cliente e o mesmo estava muito apreensivo com a qualidade pois o projeto envolvia mais de 10 áreas da empresa (marketing, RH, Engenharia, Presidência, etc).

A equipe prevista era de dois analistas e seis programadores. Então decidi mudar um pouco e trocar um destes programadores por um tester. No começo várias pessoas falaram que não daria certo e que o projeto atrasaria porque “faltaria braço”.

A tester que coloquei no projeto (Fabiana Custódio) era uma pessoa muito integra e que realmente se preocupava com a imagem da empresa. Para fortalecer este processo, no lançamento do projeto divulguei a todos seu papel e que nada sairia da empresa sem o aval dela. Em apoio ao processo implementamos também a bonificação por produtividade.

O projeto foi andando e começaram a aparecer os bugs (internos sempre), a Fabiana realizava os testes, encontrava os bugs e passava para os programadores corrigirem. Em um determinado momento começou um “movimento” para tira-la do projeto pois segundo alguns “os problemas estavam aparecendo e isto não era bom”.

Tentaram de diversas formas me convencer de que ela atrapalhava o andamento do projeto, mas sempre fui firme. Do ponto de vista gerencial os resultados estavam excelentes pois o cliente não encontrava erros em nossas entregas. Comercialmente o cliente também estava muito satisfeito.

Veja o post completo →

+ Analisando o custo x benefício em um projeto Por Washington Souza 31 August 2009 as 3:22 am Nenhum comentário

Uma das principais responsabilidades de um gerente de projetos é zelar pelo custo do projeto e usar este dinheiro da melhor forma possível (Leia o PMI para mais detalhes).

Apesar disto ser (vamos dizer) óbvio, não são muitos os gerentes que fazem uma boa gestão do custo, e, durante o planejamento do projeto o gerente do projeto deve analisar tudo o que deve ser feito e fazer uma análise de custo x benefício .

Se você tem 10.000 para fazer uma determinada coisa, e existe um “componente” que faz exatamente o que você quer por menos da metade do preço, porque não adquiri-lo? Bom, é muito provável que você já deva ter presenciado uma situação assim, e é mais provável ainda que a decisão tenha sido de “fazer” o requisito, perdendo assim uma excelente oportunidade para economizar.

Outro caso é: Em um sistema onde você o usuário se cadastra e escolhe seu estado a pergunta é: Será desenvolvido uma tela de manutenção de estados?

Cenário 1: Sim, o cliente precisa atualizar a lista de estados sempre que precisar – Custo: R$ 1.000,00 (referente à 20 horas de trabalho)

Cenário 2: Não, é uma tabela que raramente muda, o custo não justifica o benefício – Custo: R$ 0,00

É um caso simples, mas neste caso simples você já economizou um montante do seu custo. Claro que existirão casos onde estes desenvolvimentos serão necessários, todavia serão minoria e mesmo nestas minorias, provavelmente a contratação de um serviço (como o de CEP dos correios) saia mais em conta.

Uma dica: Pratique esta análise durante o planejamento. Provavelmente você terá boas surpresas.