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O que muda com o CMMI 1.3? 20 May 2010 as 12:01 am de Washington Souza

Com a chegada do CMMI 1.3, muitos estão se perguntando: “O que vai mudar no CMMI 1.3?”. Esperado para novembro de 2010, esta versão incluirá melhorias em todos os modelos CMMI (CMMI-DEV 1.3, CMMI-ACQ 1.3 e CMMI-SVC 1.3).

Este update também trará melhorias ao método de avaliação SCAMPI e treinamentos CMMI relacionados. Segundo o SEI, as mudanças não irão exigir grandes mudanças ou reciclagem dos modelos implementados.

As principais mudanças no modelo serão:

Maior esclarecimento sobre Alta Maturidade

Como já é de conhecimento, quando você realiza uma avaliação SCAMPI, seu resultado reflete um nível de maturidade da organização. Organizações iniciantes no CMMI são tipicamente classificadas como Baixa Maturidade enquanto aquelas que tem mais tempo ou tem obtido melhores resultados são consideradas “exemplares de alta maturidade”.

Na versão 1.3, uma das grandes mudanças será um melhor esclarecimento e entendimento do que é Alta Maturidade. Foi criado um time com foco em alta maturidade e os membros dessa equipe tem se concentrado em fazer mudanças que melhorem a clareza do que é e como alcançar este nível.

O SEI sabe que na versão 1.2, alta maturidade está confuso levanto à uma variedade infinita de interpretações e é exatamente este ponto que eles querem resolver. Quer um exemplo: Pergunte a 5 pessoas o que é um modelo de desempenho e você terá 5 respostas diferentes (e provavelmente nenhuma certa).

A equipe pretende esclarecer os seguintes pontos:

  • O papel do material informativo nas avaliações de alta maturidade
  • O significado e uso dos modelos de processos e modelagem de processos
  • Como os objetivos de negócio estão ligados à alta maturidade
  • O que são causas comuns e como devem ser utilizadas
  • O que se espera de alta maturidade no desempenho individual de cada processo
  • A seleção, definição e o nível de instanciação dos subprocessos

A equipe de Alta Maturidade do SEI está focada nas PAs OPP – Organization Process Performance, QPM – Quantitative Project Management, OID – Organizational Innovation and Deployment e CAR – Causal Analysis and Resolution.

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+ Entendendo mais sobre análise de causa e efeito – CAR Por Washington Souza 17 May 2010 as 12:01 am 1 comentário

A área de processo CAR – Análise de causa e efeito, é a chave para alta maturidade no CMMI e MPS.Br. Ela também é chave no Six Sigma. A primeira vista ela parece ser muito complexa, mas ela é muito fácil. Seu objetivo é: Em tendo-se um problema, quais são suas causas? E, depois de identificada a causa, criar ações para impedir o problema acontecer  novamente.

Vamos a um exemplo: A prefeitura te contratou para resolver um problema em uma praça. Nela, há muitas pombas e toda hora elas estão bombardeando sujando o monumento a Santos Dumont. A prefeitura gasta muito limpando este monumento.

Qual o problema? Bom, o problema são as pombas, que ficam sujando as estátuas. Como consequência, um segundo problema é que há um alto custo para manter as estátuas limpas.

Você já sabe o problema, agora, precisa tratá-lo, mas… o que você faria? Primeiramente você pensa… “vamos capturar as pombas e solta-las em outro lugar”. Em menos de um mês, as pombas voltam.

Porque isso aconteceu? Você fez uma análise superficial do problema (como mais de 80% das pessoas fazem), você tratou o problema, não a causa.

Um amigo (green belt) lhe sugere a téquina dos “por quês”. Ele te explica mais ou menos e você vai na praça e começa a conversar com as pessoas. Conversando com um senhor de uma banca de jornal você começa:
Você: O senhor sabe porque a estátua esta sempre suja?
Senhor: Moço, isso todo mundo sabe, são as pombas
Você: Mas por que as pombas sujam a estátua?
Senhor: Porque elas comem, oras…
Você: Mas o que elas comem?
Senhor: De vez em quando alguém dá alguma coisa pra elas
Você: Elas comem mais alguma coisa?
Senhor: Sim, elas gostam de uma frutinha que da naquelas árvores.
Você: E essas árvores estão há muito tempo
Senhor: Não, foram colocadas no ano passado para ter sombra para as pessoas.

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+ [Six Sigma] Guia rápido sobre p-value Por Washington Souza 16 May 2010 as 12:01 am Nenhum comentário

Este guia serve aos que estão indo (ou já estão) para o CMMI 4 ou 5 e MPS.Br B ou A. É voltado à como avaliar o valor de p-value dos testes estatísticos mais comuns que usamos em Alta Maturidade.
Sempre pinta a dúvida: “Devo aceitar essa hipótese ou não?”, “Existe correlação ou não?”… bom, basta analisar o valor do p-value, mas sempre pinta a dúvida.

Montei este guia rápido para um treinamento e estou disponibilizando-a à vocês para tirar estas dúvidas

Ferramenta P-Value < 0.05 P-Value > 0.05
Distribuição Normalidade Anderson Darling Seus dados não estão normalmente distribuídos seus dados estão normalmente distribuídos
Teste de hipótese (dados contínuos) 1 Sample A amostra é diferente do valor conhecido Não há diferença entre a amostra e o valor conhecido
2 Sample As duas amostras são diferentes Não ha diferença entre as duas amostras
Paired Há diferença consistente entre os pares de dados Não há diferença consistente entre os pares de dados
ANOVA (one way) Pelo menos uma das amostras tem uma media diferente das outras Não há diferença entre as medias das amostras
Kruskal Wallis & Mood’s Median Pelo menos uma das amostras tem mediana diferente das outras Não há diferença entre as medianas das amostras
F-Test, Levene’s test, Bartlett’s Pelo menos uma das amostras tem desvio padrão diferente das outras Não há diferença entre o desvio padrão das amostras
Teste de hipótese (atributos) 1 Proportion Sua amostra tem proporção diferente do valor conhecido Não há diferença entre o valor conhecido e a amostra
2 Proportion Há diferença entre as proporções das duas amostras Não há diferença entre as proporções das duas amostras
Chi-Square Pelo menos uma das amostras tem proporção diferente das outras Não há diferença entre as proporções das amostras
Correlação e regressão Correlação
(coeficiente de Pearson)
Há correção entre os elementos Não há correlação entre os elementos
Regressão O fator de entrada influencia no fator de saída O fator de entrada não influencia o fator de saída

+ Entendendo o que é pareto Por Washington Souza 28 August 2009 as 12:51 am Nenhum comentário

Vou deixar de lado toda parte histórica e vamos para a prática.
O principio de Pareto também é muito conhecido como a regra dos 80/20. Esta é uma ferramenta muito boa tando em projetos six sigma quanto no gerenciamento de projetos pois o Pareto lhe ajuda a focar no que realmente importa.

Vamos a alguns exemplos práticos de Pareto:

  • 20% do tempo despendido produz 80% dos resultados
  • 80% de suas ligações telefonicas são destinadas a 20% dos seus contatos
  • 20% das ruas são responsáveis por 80% do trafego (não em São Paulo)
  • 80% dos pedidos em um restaurante vem de 20% do menu
  • 20% de seus clientes são responsáveis por 80% do seu faturamento
  • 20% das pessoas causam 80% dos problemas
  • 20% dos recursos de um sistema ocupam 80% do tempo de desenvolvimento

Faça alguns destes testes e você verá que o principio de pareto é verdadeiro.

Nos níveis de alta maturidade (CMMI 4 e 5 ou MPS.BR B e A) você utilizará muito Pareto que também é uma ferramenta indispensável em projetos Six Sigma.

+ Porque estimativas são tão importantes em TI? Por Washington Souza 11 May 2009 as 11:41 pm 2 comentários

Porque estimativas são tão importantes? Cronograma exemplo de projeto de TI

Vejamos como cada um na equipe enxerga o tempo para se fazer este micro-projeto

Escopo
- Administração de usuário com (operações padrão + login)
- Administração de grupos (operações padrão + associação)
- Permissões (operações padrão + associação)

Estimativas
- Programador: 16h
- Analista Programador: 24h
- Analista de Sistemas: 32h
- Gerente de projetos: 40h Veja as diferenças.

Quando apresentamos as estimativas à cada um deles as explicações foram:
- Programador: “Realmente, esqueci que tem o levantamento, especificação, validação, etc”
- Analista programador: “Tem mais algumas coisinhas pra se fazer, mas acho que mais uns 2 ou 4 dias resolve”
- Analista de Sistemas: “Já tá tudo lá, se tiver mais alguma coisa resolver em um dia. Coloca dois pra garantir”
- Gerente de projetos: “Acredito que esta correto, estimei com APF (análise de pontos por função)” Reparem que apenas o gerente do projeto teve segurança em sua estimativa. Os outros quando questionados mudaram suas opiniões – ah, este caso é real.
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+ Descrição rápida das PA’s do CMMI nível 5 Por Washington Souza 26 November 2008 as 1:00 am 2 comentários

Nivel 5 = CAR + OID

CAR – Análise de Causa
Tem como objetivo identificar as causas reais dos defeitos e problemas bem como tomar ações para previnir que estes problemas ocorram novamente no futuro.

OID – Inovação Organizacional
Tem como objetivo desenvolver melhorias que estatisticamente com comprovem que houve melhora no desempenho dos processos. As melhorias devem ser derivadas dos objetivos de negócio da organização.

+ Descrição rápida das PA’s do CMMI nível 4 Por Washington Souza 25 November 2008 as 7:37 pm 1 comentário

Nivel 4 = QPM + OPP

QPM – Gerenciamento qantitativo de projeto
Tem como objetivo gerenciar quantitativamente os processos definidos para alcançar a qualidade e performance estabelecidos e previstos.

OPP – Desempenho do processo organizacional
Tem como objetivo estabelecer e manter um entendimento quantitativo da performance do conjunto de processos da organização  bem como o atendimento dos mesmos. Também tem a função de estabelecer baselines e modelos para o gerenciamento quantitativo.

+ CMMI Nível 4: Entendendo a estabilidade de processos Por Washington Souza 24 November 2008 as 12:02 am 2 comentários

Semana passada recebi um e-mail perguntando “O que é a tal da estabilidade de um processo”
Para ajudar, vamos fazer uma analogia com um processo corriqueiro que todos fazemos todos os dias: “Ir trabalhar”
Vamos colocar o seguinte cenário:
- Moro (A) em Campinas e trabalho (B) na mesma cidade
- Vou de carro
- Meu horário de entrada é as 8:00h

Faço o seguinte percurso:
Situação 1: Percurso padrão

Normalmente, levo 30 minutos de casa até o trabalho. Se o transito estiver bom, consigo chegar em 27 minutos e quando esta ruim por volta de 33 minutos. Mas em média levo 30 minutos. Tenho certeza destes tempos, pois já fiz isto mais de 100 vezes. Desta forma, saio de casa 35 minutos antes, pois assim tenho certeza que chegarei a tempo.

Este processo (ir trabalhar) está estável, pois sei o desempenho dele (30 m) e sua variação natural (27m – 33m). Esta é a voz do processo, ou seja, o que o processo pode me oferecer. Como o que o processo me oferece atende minha necessidade que é chegar no trabalho em, no máximo, 35 minutos (voz do cliente, ou seja, o que o cliente – no caso eu mesmo – espera do processo), podemos dizer que este processo, além de estável, é capaz

Todavia, ultimamente tenho levado mais que 33 minutos (máxima variação para meu processo) para chegar ao trabalho e isso tem acontecido freqüentemente. Por causa disso, estou chegando atrasado alguns dias na empresa, o que não esta sendo bom.

Neste momento, o processo deixou de ser estável e não atende mais minhas necessidades, é preciso fazer algo.
Investigo os motivos para esta perda de estabilidade e verifico que isso ocorreu pois abriu-se uma escola infantil no meu percurso e o horário que passo é o mesmo horário que os pais deixam seus filhos na escola.

Tenho duas opções:
- Aceitar que meu processo foi modificado e que não é mais capaz, ou seja, não atende mais minhas necessidades, e alterar tais necessidades para que ele volte a ser tornar capaz, ou seja, passar a sair mais cedo; ou
- Fazer um projeto piloto (tentar um outro caminho)

Escolho a segunda opção pois não quero levar mais tempo para chegar ao trabalho
Situação 2: Análise e melhoria

Neste projeto piloto, experimento alguns percursos diferentes e após duas semanas escolho um que aparentemente leva o mesmo tempo que o que eu fazia (30m)
Depois de uma semana (5 amostragens) verifico que a média é de 30m com variações entre 28m e 32m. Isto atende minhas necessidades.
Com isso, defino que este é meu processo padrão a partir de agora (e garanto o mesmo desempenho que o anterior).

Passado algum tempo decido por melhorar o desempenho deste processo, minha meta é reduzir meu tempo em 10%.
Novamente, faço alguns testes piloto e escolho o percurso abaixo.
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+ Quem pode realizar um SCAMPI? Por Washington Souza 25 August 2008 as 3:04 am 1 comentário

Um Lead Appraiser autorizado pelo SEI.
É necessário demonstrar profundos conhecimentos do modelo. O Lead Appraiser deve completar com sucesso:
Método de avaliação SCAMPI1. Introdução ao CMMI
2. Conceitos Intermediários do CMMI
3. Participar de pelo menos 2 SCAMPIs
4. Treinamento SCAMPI Lead Appraiser
5. Ser observado em um evento SCAMPI por uma das pouquissimas pessoas em quem a SEI confia  

No final de 2006 foi implementada a necessidade de certificação oficial SEI em Alta Maturidade aos Lead Appraisers que executarem SCAMPI nos níveis 4 e 5.

Em tempo: Tenha certeza que o Lead Appraiser que irá executar uma avaliação nível 4 ou 5 possui todas as credenciais exigidas pela SEI.