Os CIOs podem aprender muito com o Angry Birds. Duvida? - Blog CMMI & MPS.Br

Os CIOs podem aprender muito com o Angry Birds. Duvida?

By on May 8, 2011

Cada vez que começo a arremessar as aves multicoloridas de encontro às estruturas milagrosamente robustas, constituídas de madeira, pedra e vidro (para mim aquilo é gelo), começo a pensar nos CIOs.

Eis os primeiros resultados de minha aproximação a la Professor Pardal e como, acredito, que esse jogo pode ajudar executivos no cumprimento de suas atribuições:

1. Para entender, é preciso jogar

A única maneira de aprender a passar de fase no Angry Birds é tentar. O mesmo acontece com a tecnologia. Ainda vejo vários casos de CIOs restringindo o acesso a sites de relacionamento digital ou distribuindo telefones diferentes por força da incompatibilidade entre a arquitetura da empresa ou por representar uma ameaça razoável aos dados corporativos e informações de clientes. É necessário que os CIOs entendam a necessidade de integrar as tecnologias emergentes em sua rotina. Podem aproveitar a oportunidade e permitir que os colaboradores usem seus dispositivos no contexto profissional. Dessa maneira as pessoas teriam maior entendimento acerca dos riscos e dos porquês das restrições.

2. O sucesso de cada um está no reconhecimento de seu talento

Cada um dos bichos com penas do Angry Birds tem um talento único. Tem aqueles brancos que ricocheteiam e soltam bombas; os amarelos, irados, que se arrebentam contra paredes depois de um turbo em pleno vôo; e os azuis, menores, que, uma vez no ar, assumem formação de esquadrão de caças para detonar o suposto vidro. Um verdadeiro CIO também deve ser um CTM (Chief Talent Manager – executivo gestor de talentos). Sua tarefa seria a de adequar o talento pessoal a cada necessidade específica da empresa.

Além disso, os CIOs/CTMs devem prever as atribuições futuras dos colaboradores para treiná-los adequadamente.

3. Começou mal? Volte

Não dê murros em ponta de faca. Bons jogadores de Angry Birds sabem, assim que o penoso abandona o conforto do estilingue, se o tiro será certeiro ou não. Quando sentem que não foi dessa vez, param e reiniciam a fase – uma maneira de evitar prejuízos, mesmo que seja “apenas” tempo.

Por força de algum mecanismo estranho, os CIOs se parecem muito com os experientes jogadores. CIOs percebem rapidamente quando algo não vai bem ou como era esperado. Mas lhes falta o pulso firme para interromper a miríade de ações de implantações de software e de alterações na TI em andamento. Sugere-se que sejam corajosos e cortem o mal pela raiz, antes do prejuízos que, diferentemente do jogo, vão muito além de “apenas” tempo.

4. Para cada problema, há um especialista

Para cada tipo de material existe uma ave apropriada, desenvolvida especificamente para dar conta do obstáculo. Essa relação fez do jogo algo muito interessante, e complexo.

Infelizmente tal clareza não é oferecida aos CIOs que precisam enfrentar obstáculos diferentes, alguns desconhecidos. Os dias em que uma dupla de programadores, refrigerantes e uma pizza gigante resolviam o problema da TI já eram. Hoje, áreas específicas, como a rede, interface de usuário e outras questões demandam por mão de obra especializada.

No Angry Birds não existe o recurso de outsourcing para dar conta de tarefas especiais. Por sorte, os CIOs têm essa opção.

5. Planeje e verifique a real necessidade

Em seu universo próprio, com leis da física exclusivas, é necessário um pouco de experiência antes de gastar a munição voadora. Às vezes, arremessar um daqueles pássaros negros que explodem perto de uma muralha não trará o resultado esperado. O mesmo vale para os CIOs que, antes de realizar enormes modificações empresa afora, precisam verificar a viabilidade – inclusive política – das alterações.

Isso me lembra um caso de vários anos. Era época de migrar de servidor de emails e as horas de conversa resultaram em compromissos que jamais foram cumpridos. Para a modernização acontecer, foi necessário que o CIO fosse pressionado e pusesse as mãos na massa. Mandou uma mensagem aos seus subordinados, em que ameaçava cortar a comunicação caso insistissem em permanecer com o serviço de email antigo. Fica a lição: use suas armas de CIO na hora de fazer e de acontecer.

6. Melhorias requerem aperfeiçoamento

Conseguir um score mais alto em Angry Birds é tarefa árdua. Vez por outra, você descobre um macete, um jeito diferente de vencer os obstáculos e de bater seu recorde anterior. Mesmo assim, tais descobertas são uma raridade. À medida que as fases vão fiando mais difíceis, o ciclo de aprendizado se repete e, novamente, quebrar o recorde anterior é um desafio.

Depois de extenuantes experimentos científicos chego à conclusão que os CIOs devem se acostumar ao fato de que equipes de alto rendimento demoram mais para superar os resultados anteriormente atingidos. A mesma regra vale para a satisfação de clientes e para plataformas. Mas tal realidade não deve tolher a busca por constantes melhorias.

Assim que houver mais um salto qualitativo, ele será surpreendente e trará excelentes resultados. Manter o foco em táticas, sem deixar de lado as estratégias e a humildade para reconhecer que é hora de parar, são essenciais.

7. As tarefas mudam

Todas as diferentes configurações dos obstáculos no Angry Birds em uma mesma fase têm uma característica em comum. Logo, ser bom em um tipo de ambiente não o qualifica como mestre do jogo.

Conforme mencionamos há pouco, A a TI está cercada por ambientes que requerem habilidades especiais.

No caso dos CIOs, tal circunstância demanda por uma equipe que tenha seus mestres em cada área, alguns deles, em condições de completar tarefas que você, como líder, não tem aptidão para resolver. Nessa hora, quando surgem obstáculos estranhos e intimidadores, o bom CIO escolhe entre capacitar a equipe a ponto dela poder dar conta da tarefa ou chamar um colaborador externo. Antes disso, porém, verifique com os integrantes da equipe o que o novo cenário traz e como podem se preparar para a próxima mudança.

8. Existe mais de uma forma de ganhar o jogo

Escolher entre um daqueles tiros super verticais ou tentar um arremesso em ângulo menor? Esse raciocínio passa pela cabeça de cada jogador. Ficar refém de uma tática apenas pode conduzir o jogador à loucura, além de mantê-lo preso a uma série de tentativas frustradas.

CIOs devem manter uma mente aberta às alternativas de ataque para cada circunstância. Saber ouvir sugestões sobre como tecnologias emergentes podem acelerar processos e agregar valor ao negócio.

Tomar sempre o caminho conhecido é uma atitude segura, porém altamente limitante. Se o objetivo do jogo for vencer, e não conheço nenhum jogo com objetivo diferente desse, é necessário enfrentar riscos. Essa aptidão de ir em encontro ao desconhecido é, muitas vezes, uma vantagem competitiva, ao passo que pode ser uma loucura. Ao CIO cabe reconhecer a diferença entre risco calculado e irresponsabilidade. Se optar pelo primeiro e suceder, terá dado um passo importante em direção à verdadeira liderança.

[Daniel Rasmus, CIO/EUA]

About Washington Souza

Black Belt, Washington Souza tem mais de 10 anos de experiência com gestão. Participou de implantações em todos os níveis CMMI e MPS.Br A. Gosta muito de Six Sigma e gestão como um todo.

One Comment

  1. Jaquelyn Krug

    April 16, 2017 at 7:07 pm

    Thanks for sharing, this is a fantastic article. Really Cool.

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