Java é um requisito para uma vaga de gerente de projetos?
Written by Washington Souza // January 6, 2011 // Gestão // 2 Comments
Segundo meu amigo, na descrição da vaga havia pelo menos dez requisitos de gestão e um técnico (Java).
Ele respondeu a vaga e foi chamado para a entrevista. Chegando lá, começaram a perguntar coisas sobre arquitetura, classes, Hibernate, Junit e cia. Ele recebeu uma bateria de perguntas técnicas, e quase nada sobre gestão. Meio que em dúvida se estava participando da entrevista certa, ele questionou a entrevistadora sobre se a vaga era mesmo para gerente, a resposta dela foi que “sim”, mas que o gerente também precisaria programar no projeto. Ele agradeceu, mas negou a oportunidade.
O problema nesta situação é que como gerente de projetos de uma equipe de 20 pessoas ele não teria tempo algum para programar. A empresa com certeza não resolveria seu problema. E… programar não era bem o que ele queria como gerente. Provavelmente houve um equivoco na divulgação desta vaga pois as habilidades necessárias para para gerenciar um projeto são diferente das habilidades necessárias para se programar em java.
O mesmo acontece com a famosa vaga de “Analista Programador”. Na maioria dos casos, este profissional é 90% programador e 10% analista. Vale lembrar que quase todo programador sabe fazer análise, todavia, um analista normalmente tem mais experiência em levantamento e desenvolvimento de requisitos, estimativa, modelagem, etc.
Não é que um não pode fazer o trabalho do outro, mas sim que uma pessoa focada (e especializada) vai fazer o trabalho melhor e mais rápido. Aumentando a produtividade e reduzindo o custo.
No planejamento de projetos, uma das primeiras ações é definir o sizing da equipe com funções, habilidades e atribuições (de cada um), e colocar todo mundo para fazer tudo pode não ser uma boa prática.




2 Comments on "Java é um requisito para uma vaga de gerente de projetos?"
Alguém que faz um curso superior de Análise de Sistemas na prática é formado como programador, pois vai ter uma grade de aulas 90% de programação e 10% de engenharia de software.
Creio que isso seja um problema também de procura, porque quem ingressa nesses cursos está procurando uma formação técnica em alguma linguagem de programação e/ou banco de dados, mas na prática, tem um problema de formação do Analista. Pode ser que o “que não sabe programar” seja colocado como analista, mas isso não é o desejável devido a importância para o projeto desse profissional.