O que é timeline e como usa-lo?

Written by  //  July 18, 2010  //  Dicas, Gestão  //  No comments

o-que-e-timeline

O timeline (linha do tempo) é uma demonstração gráfica dos acontecimentos. É uma ferramenta muito boa para demonstrar os grandes marcos de um projeto ou acontecimentos. É muito usada pela astronomia, biologia, geologia e principalmente história, normalmente nestas áreas, o timeline é utilizado para demonstrar acontecimentos passados, mas ele também pode ser utilizado para demonstrar eventos futuros.

No gerenciamento de projetos, o timeline pode ser utilizado para demonstrar a equipe os principais marcos do projeto. Por ser uma ferramenta gráfica onde as pessoas conseguem facilmente entender seu funcionamento e ele é mais fácil de compreender do que o bom e velho cronograma.

Vamos mostrar como utlizar um timeline e responder duas perguntas, a primeira é “o que é um timeline?” e a segunda é “Como implementar o CMMI 2?”

Em um timeline sempre colocamos os marcos (milestones) em uma ordem cronológica e estes marcos deve ter nomes de fácil compreensão. Você até pode explicar um elemento em um timeline, mas ai seria um outro tipo (diferente deste que vou mostrar).

Nosso exemplo trata de uma implementação CMMI 2 e tipicamente, este tipo de implementação leva 12 meses e contém estes marcos:

  • Gap Analisys
  • Planejamento
  • Capacitação
  • Processos & áreas
  • Templates & Guias
  • Revisão e ajustes
  • Data de corte
  • Novo processo
  • SCAMPI B
  • Ajustes
  • SCAMPI A

Então, o seu timeline seria assim:

timeline para implementação do cmmi 2

Quando da apresentação do timeline, você deve explicar cada elemento para que não haja entendimento equivocado sobre os mesmos. Neste nosso exemplo, vamos entender o que significa cada coisa.

Timeline de uma implamentação CMMI 2

Gap Analisys: O Gap Analisys (também conhecido como SCAMPI C) é uma análise preliminar da situação da organização em relação ao atendimento ao CMMI 2. Esta análise deve ser realizada por um especialista em CMMI verificando qual é a aderência da organização a cada área de processo do CMMI 2 e busca mostrar ao sponsor quais áreas devem ser trabalhadas. É uma atividade primordial para qualquer programa de melhoria de processos.

Planejamento: O Gap Analisys mostra o que deve ser trabalhado para ficar aderente ao CMMI 2 e com este “mapa” a organização deve elaborar um plano para este programa. Este planejamento deve conter recursos e fundos, envolvidos, milestones, análise de riscos, objetivos, etc. Nem é preciso dizer que este programa deve ser acompanhado e gerenciado.

Capacitação: A equipe que irá trabalhar no programa de melhoria de processos deve primeiramente conhecer o que é o CMMI, e para isso é muito importante a participação em um Curso de CMM.

Processos & áreas: Bom… já sabemos o que deve se trabalhado, já temos o planejamento e a equipe já foi treinada, então, mão a obra. A equipe deve analisar o processo atual e identificar ajustes para deixa-lo aderente ao CMMI. Também podem ser necessários ajustes na estrutura organizacional como por exemplo a criação de novas áreas, mas isso acontece normalmente nos níveis posteriores (OT, Medições, Qualidade, HM e outras)

Templates & Guias: Já que os processos já estão definidos, vamos elaborar os templates! Tenha templates para tudo e quanto mais explicativos os templates, melhor. Os templates nada mais são do que guias. Um template bem elaborado aumenta a compreensão do que deve ser feito e as chances de um produto bem feito.

Revisão e ajustes: A revisão deve ser realizada por um especialista em CMMI. Esta revisão visa verificar se a implementação esta boa e qual o risco em uma avaliação oficial. Após esta análise, muito provavelmente ajustes serão necessários.

Data de corte: A data de corte é um marco para a organização. A partir desta data todos devem utilizar o novo processo. Não se esqueça que todos devem receber treinamento no novo processo.

Novo processo: O novo processo é um marco simbólico para a organização e vista informar a todos que “Agora vamos utilizar o processo CMMI 2”. Este processo deve ser praticado por um certo período para sua institucionalização e aumentar a amostragem antes de uma avaliação formal.

SCAMPI B: O SCAMPI B é como se fosse uma avaliação oficial, mas não gera rating (não gera o nível). Ela é quase tão detalhada quanto o SCAMPI A e é uma excelente oportunidade para verificar se a empresa passaria em uma avaliação oficial. Com o SCAMPI B será possível verificar áreas de processo que ainda devem ser trabalhadas.

Ajustes: É muito difícil não ter ajustes após uma avaliação SCAMPI B, então, é bom reservar um período para realiza-los.

SCAMPI A: O SCAMPI A é a avaliação oficial CMMI propriamente dita. Ela irá dizer se a organização é ou não CMMI 2 e assim como o SCAMPI B, ela deve ser realizada por um Lead Appraiser. Apesar do resultado sair no final da avaliação, a mesma só poderá ser divulgada ao mercado após a auditoria do SEI. O resultado da avaliação poderá ser divulgado no site do SEI se a organização autorizar esta divulgação.

Enfim, neste exemplo você pode entender como utilizar o timeline e como é um programa de implementação CMMI 2. Recomendo o uso de timelines em gerenciamento de projetos pois será fácil para todos terem uma visão geral do que é o projeto.

About the Author

Black Belt, Washington Souza tem mais de 10 anos de experiência com gestão. Participou de implantações em todos os níveis CMMI e MPS.Br A. Gosta muito de Six Sigma e gestão como um todo.

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