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Onde o CEP entra em alta maturidade? 17 November 2009 as 12:40 pm de Washington Souza

Há alguns meses um amigo me pediu umas dicas, pois eles estavam implementando o nível do CMMI 4. Ele iniciou falando que eles estavam muito bem, pois já iniciaram fazendo  um curso de CEP (Controle estatístico de processos), focado nos gráficos de controle e com base neste curso eles mapearam os indicadores que eles precisavam para o nível 4 (!!??).

Ele queria saber se eles estavam indo no caminho certo.

Quando se fala em alta maturidade (CMMI Níveis 4 e 5 – MPS.BR níveis A e B) tenho visto uma enxurrada de treinamentos de CEP focasos exclusivamente no gráfico de controle, e até agora não vi nenhum de alta maturidade propriamente.

Voltando a conversa com meu amigo, ele me mostrou o que estavam fazendo, como estavam calculando desempenho e por ai. Ao final da conversa disse que tinha uma péssima notícia pra ele, pois a implementação dele que ele achava que tinha 90% pronto, não tinha nem 20%.

Este é um problema de entendimento dos modelos. O uso de CEP é essencial em alta maturidade, mas, seu uso correto resolve no máximo 30% do nível 4 (MPS.BR B). E seu uso é feito no final de uma implementação nível 4. O maior trabalho em alta maturidade (antes do nível 5) é a estabilização dos processos e montagem dos modelos. Estas duas atividades demandam um bom tempo.
Exemplo de gráfico de controle

Para ajudar, na maioria das implementações de alta maturidade, as empresas têm que refazer boa parte dos níveis 2 e 3 por não estarem preparados para os níveis superiores.

Então a dica que vai é: “O gráfico de controle é importantíssimo, mas no final da cadeia de implementação do nível 4”. Antes de entender o controle estatístico de processos e elaboração de modelos de desempenho faça uma simples verificação:

“Seus processos estão estáveis?”

Se eles não estiverem estáveis, então, você tem muito trabalho pela frente, pois a estabilização demanda ajustes, novas medições, novo processo de institucionalização e outras coisas. Em resumo, leva tempo.

Somente com seus processos estáveis, você poderá iniciar alta maturidade.
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+ Você confia nos seus dados? Por Washington Souza 18 September 2009 as 2:37 am Nenhum comentário

medição e análsieAntes, vamos a duas perguntas:

  • Quais os dados você confia e porque você confia neles?
  • Quais os dados você não confia e porque você não confia neles?

Fazendo esta reflexão será mais fácil entender a importância de MA Medição e Análise. MA é base para os níveis 4 e 5 (A e B do MPS.BR) e se ela não for bem implementada e de maneira séria ela simplesmente terá que ser refeita quando chegar ao nível 4, tornando a implementação ainda mais cara. Alguns sintomas de falhas no sistema de medições são:

  • Os profissionais preenchem a planilha de horas apenas no fim da semana
  • Informações como “custo do projeto” estão em mais de um local e há divergências
  • Se você perguntar a 5 pessoas diferentes onde esta o esforço do projeto cada uma vai pegar em um lugar diferente
  • Horas adicionais não são computadas no projeto (para não estourar o custo)
  • O gerente não faz um acompanhamento constante dos indicadores
  • Projetos com problemas não são analisados, apenas faz-se uma força tarefa para entregá-los
  • Não são realizadas pesquisas com os clientes insatisfeitos
  • Existe muita entrada de dados manual
  • Existem vários dados apontados como “0”

É uma verificação simples, mas vai revelar muito sobre o sistema de medições

Informações ruins lhe levarão a tomar decisões ruins.

Tipicamente, quando seu sistema de medições não é bom, você pode tem problemas como:

  • Estimativas erradas
  • Custo adicional (e normalmente desnecessário)
  • Falta de visibilidade do progresso

A dica que dou é levar MA a sério logo nos primeiros níveis, fazendo isso, você vai economizar muito tanto nas próximas implementações quanto nos seus projetos.
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+ Entendendo o que é pareto Por Washington Souza 28 August 2009 as 12:51 am Nenhum comentário

Vou deixar de lado toda parte histórica e vamos para a prática.
O principio de Pareto também é muito conhecido como a regra dos 80/20. Esta é uma ferramenta muito boa tando em projetos six sigma quanto no gerenciamento de projetos pois o Pareto lhe ajuda a focar no que realmente importa.

Vamos a alguns exemplos práticos de Pareto:

  • 20% do tempo despendido produz 80% dos resultados
  • 80% de suas ligações telefonicas são destinadas a 20% dos seus contatos
  • 20% das ruas são responsáveis por 80% do trafego (não em São Paulo)
  • 80% dos pedidos em um restaurante vem de 20% do menu
  • 20% de seus clientes são responsáveis por 80% do seu faturamento
  • 20% das pessoas causam 80% dos problemas
  • 20% dos recursos de um sistema ocupam 80% do tempo de desenvolvimento

Faça alguns destes testes e você verá que o principio de pareto é verdadeiro.

Nos níveis de alta maturidade (CMMI 4 e 5 ou MPS.BR B e A) você utilizará muito Pareto que também é uma ferramenta indispensável em projetos Six Sigma.

+ Você não entendeu corretamente alta maturidade se… Por Washington Souza 26 May 2009 as 4:00 pm Nenhum comentário

Os exemplos a seguir devem ser encarados com instrutivos e não pejorativos

Você não entendeu corretamente OPP se…

… uma tabela contendo os defeitos por fase parece um excelente modelo de performance de processos (PPM – Process performance model)
…A média de linhas de código produzidas por dia por desenvolvedor parece um baseline de desempenho de processo pra você
… um gráfico de controle usado para “gerenciar” defeitos escapados parece um excelente PPM para você
… um sistema e Earned Value Management parece atender completamente o nível 4 pra você

Você não entendeu corretamente QPM se…

… monitorar os bugs ao longo do ciclo de vida do projeto parece “gerenciamento estatístico” para você
… você recalcula os limites de controle de seu baseline pelo menos duas vezes ao ano
… decisões gerenciais são utilizadas para ajustar os limites de controle
… densidade de defeitos parece um perfeito subprocesso para gerenciamento estatístico

Você não entendeu OID corretamente se…

… 42 projetos six sigma – todos voltados à inspeção – fazer uma companhia ter maturidade nível 5
… uma melhoria de 5% em um processo com variação de +-7% parece excelente e pode ser implementada imediatamente
… o resultado (e força) de uma melhoria somente pode ser mensurado pelo poder de persuasão do autor
… as propostas de melhoria são desenvolvidas de acordo com a ordem de chegada
… você não consegue ver como PPMs – Process Performance Models e PPB – Process Performance Baselines podem contribuir com OID

Você não entendeu CAR corretamente se…

… você classifica como “severidade alta” os defeitos e diz “vamos rodar uma análise de causa e ver o que esta acontecendo”
… análise de causa é utilizada apenas para encontrar as causas raiz dos defeitos
… você não vê valor em aplicar DAR para selecionar quando utilizar ou não CAR
… você não vê o valor de aplicar CAR para selecionar quando e como aplicar OID
… você não consegue ver como PPMs – Process Performance Models e PPB – Process Performance Baselines podem contribuir com CAR

+ Qual o impacto que um desvio não corrigido de PPQA pode trazer? Por Washington Souza 03 May 2009 as 11:53 pm Nenhum comentário

Durante uma auditoria de PPQA ou Revisão entre pares (RP) diversos itens são verificados e o resultado é um conjunto de itens em conformidade e desvios. Vamos focar nos desvios

Um desvio é um problema ou algo que não esta em conformidade com o previsto.
Vamos a um cenário:

Em sua empresa após o levantamento de requisitos, gera-se um documento contendo todos os requisitos e o cliente deve aprová-los. Este documento servirá de insumo para a próxima fase onde serão desenvolvidos protótipos.

CMMI e o custo da não qualidade - quanto maior o tempo, maior o custo
Um desvio encontrado na auditoria de PPQA foi de que os requisitos não há evidências de que os requisitos foram aprovados pelo cliente

O analista de PPQA comunica isto a gerencia e estabelece uma data para correção – lembre-se que: “PPQA deve fornecer visibilidade de como esta o projeto a direção”.

O gerente do projeto é o responsável pelo projeto e conseqüentemente corrigir os desvios. Se ele não corrigir os desvios devem ser escalados para o nível superior e assim por diante.

Imaginando que “ninguém fez nada” e deixou os desvios paradinhos lá durante um mês.

O cliente começou a validar o sistema e não esta concordando com nada do que foi definido, e para ajudar quem esta validando entrou agora no projeto.

Tudo isto não seria problema se você tivesse corrigido os desvios, mas como não fez isto, o que pode fazer agora? Bom, na melhor das hipóteses, o prejuízo será pequeno.

Este exemplo é simples, mas uma grande parte dos prejuízos em projetos vem de situações como esta. Repare que se você tivesse corrigido este desvio no momento certo, o custo seria X, agora ele será no mínimo 10 X.
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+ O que é EVM – Earned Value Management Por Washington Souza 20 April 2009 as 1:50 am 2 comentários

Um bom método para monitoramento do desempenho de projetos é a técnica de Valor Agregado (EVM – Earned Value Management). Apesar de muito utilizada em países como os EUA, aqui no Brasil esta técnica ainda é pouco utilizada e um de seus maiores disseminadores é o PMI. Aliás, tenha em mente que além de gerenciar melhor seus projetos, você estará atendendo várias práticas do CMMI e algumas necessidades do Six Sigma.

Com EVM podemos ver coisas como:
- Como o projeto esta?
- Como ele deveria estar?
- Os gastos do projeto estão adequados ao trabalho realizado?
- O projeto será entregue dentro do prazo e custo?
- Qual a previsão de desvio de prazo e custo?

Exemplo simples de EVM

Entendendo as características básicas
Você faz o planejamento de um projeto que tem 10 dias e custo de 100.000.
A primeira coisa que você terá que fazer aqui é calcular o custo diário de seu projeto. Lembre-se que para isto você deverá ter um WBS bem detalhado e que reflita a situação real de seu projeto.
Você monta o WBS e obtém um planejamento como esse:Grafico com o custo planejado

Sempre recomendo transformar os números em gráficos pois fica mais fácil de se entender e reduz sensivelmente interpretações erradas.

Seu projeto esta em andamento e você coleta o custo do projeto todo dia. Seu projeto esta no sexto dia e quando você olha para o gráfico você acredita que o projeto esta ruim, pois o planejado para o dia é 40.000 e você já gastou 50.000.

Você apresenta este gráfico na reunião de acompanhamento semanal de projetos.
Grafico com o custo planejado de um projeto e o realizado
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+ Six Sigma + CMMI = Mais Qualidade Por Washington Souza 05 April 2009 as 5:36 pm 4 comentários

Visão rápida do Six Sigma

O Six Sigma e o CMMI são um casamento perfeito. Aos que não conhecem, vou explicar resumidamente o que é Six Sigma e como ele pode ajudar no CMMI.

O Six Sigma (ou seis sigma) é um modelo que foi criado inicialmente pela Motorola para melhoria de processos e redução de defeitos. Define-se como um defeito, uma anomalia em um produto ou serviço contra suas especificações iniciais. O Six sigma é altamente utilizado no planejamento estratégico para prover mudanças significativas nas organizações. Ele é aplicado tanto na redução de defeitos quanto na busca de oportunidades de melhoria.

DMAIC
Método DMAIC

O six sigma trabalha com dados reais dos processos e possui um conjunto de práticas que orienta os projetos de melhoria de forma sistemática e clara, para isso, utiliza-se um conjunto de ferramentas estatisticas que auxilizam no aumento de qualidade através de dados e fatos.

O six sigma conta com uma cultura de processos enxutos (lean) e otimizados para:
- Qualidade
- Satistação do cliente
- Redução de custos

Os projetos são normalmente desenvolvidos utilizando a metodologia DMAIC que possui um conjunto de práticas organizadas de modo a analisar de fato as causas dos problemas e propor soluções efetivas para os mesmos
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