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Entrevista sobre Six Sigma para a LG 30 June 2010 as 8:01 pm de Washington Souza

LG: O que é Six Sigma?

Washington: O Six Sigma (ou seis sigma) é um modelo que foi criado inicialmente pela Motorola para melhoria de processos e redução de defeitos. Define-se como um defeito, uma anomalia em um produto ou serviço contra suas especificações iniciais. O Six sigma é altamente utilizado no planejamento estratégico para prover mudanças significativas nas organizações. Ele é aplicado tanto na redução de defeitos quanto na busca de oportunidades de melhoria.

Dentro do Six Sigma, existe uma “metodologia” muito difundida que é o DMAIC. Este método tem por objetivo guiar as pessoas na elaboração de um projeto Six Sigma e é dividido em cinco fases:

D – Define: Nesta fase é definido o problema ou oportunidade e quantificação do mesmo bem como o benefício esperado. A equipe do projeto (com Black Belts e Green Belts) é definida e realiza-se o primeiro estudo de viabilidade do projeto. No final desta fase o Champion define se o projeto continuará ou não.

M – Measure: Definem-se quais fatores serão medidos e inicia-se a coleta de dados. Uma boa prática é identificar logo nesta fase os fatores (X’s) que podem influenciar no problema (Y). Para isto, uma técnica muito utilizada é o diagrama de causa x efeito (ishikawa).

A – Analyse: Nesta fase são realizados todos os testes nos dados e testes estatísticos para identificar quais fatores influenciam de fato no problema (ou oportunidade). O conhecimento em estatística básica é fundamental para os primeiros projetos.

I – Improve: Nesta fase são definidas melhorias para cada um dos fatores (que tem correlação com o problema). Após a análise de viabilidade, são selecionadas as melhorias e um plano de implantação das mesmas é elaborado.

C – Control: Define-se o método de controle e realiza-se o controle propriamente dito. Após o período piloto, o Black Belt verifica se as mudanças realmente trouxeram resultados (e quanto foi o resultado).

“Assim como Pareto (uma das técnicas utilizadas), o Six Sigma foca no que realmente esta trazendo problema, ou seja, 80% dos problemas vêm de 20% das causas”.

LG: O que representa a metodologia Six Sigma para a melhoria de processos de TI e como ela pode ser aplicada para a prestação de serviços nessa área?

Washington: Apesar de pouco utilizado na TI, o Six Sigma é um dos melhores meios para se implementar processos de melhoria em nossa área, pois ele segue um ciclo definido que vai desde a identificação do problema até a implementação de melhorias que vão afetar as causas reais dos problemas (ou oportunidades). Muitas empresas de TI “descobrem” o Six Sigma quando estão indo para os níveis de maturidade CMMI 4 ou MPS.Br B, isso porque estes níveis requerem um processo de melhoria quantitativo e não qualitativo como nos níveis anteriores.

Em TI podemos utilizar este modelo para melhorias em projetos de melhoria de alto impacto como, por exemplo: “Reduzir a taxa de defeitos”, “Melhorar a Satisfação dos Clientes”, “Aumentar a produtividade” e outros.

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+ Testes de hipóteses para médias e medianas [Six Sigma] Por Washington Souza 24 May 2010 as 9:27 pm Nenhum comentário

Olá, criei esse gráfico dias atrás para um treinamento. Quando estamos analisando dados em um projeto Six Sigma temos amostras de dados e alguns testes como 1 Sample t-Test, 2 Sample t-Test, One Way ANOVA, Mood’s Median Test e mais um monte. Então, sempre pinta a dúvida: “Qual o teste que eu devo realizar ?”.

Este gráfico lhe ajudará a escolher o teste certo para suas amostras e verificar se eles são “estatisticamente” diferentes:

Apesar de serem mais comuns em organizações com alta maturidade (CMMI & MPS.Br), encorajo o uso de estatística nos níveis iniciais.
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+ Entendendo mais sobre análise de causa e efeito – CAR Por Washington Souza 17 May 2010 as 12:01 am 1 comentário

A área de processo CAR – Análise de causa e efeito, é a chave para alta maturidade no CMMI e MPS.Br. Ela também é chave no Six Sigma. A primeira vista ela parece ser muito complexa, mas ela é muito fácil. Seu objetivo é: Em tendo-se um problema, quais são suas causas? E, depois de identificada a causa, criar ações para impedir o problema acontecer  novamente.

Vamos a um exemplo: A prefeitura te contratou para resolver um problema em uma praça. Nela, há muitas pombas e toda hora elas estão bombardeando sujando o monumento a Santos Dumont. A prefeitura gasta muito limpando este monumento.

Qual o problema? Bom, o problema são as pombas, que ficam sujando as estátuas. Como consequência, um segundo problema é que há um alto custo para manter as estátuas limpas.

Você já sabe o problema, agora, precisa tratá-lo, mas… o que você faria? Primeiramente você pensa… “vamos capturar as pombas e solta-las em outro lugar”. Em menos de um mês, as pombas voltam.

Porque isso aconteceu? Você fez uma análise superficial do problema (como mais de 80% das pessoas fazem), você tratou o problema, não a causa.

Um amigo (green belt) lhe sugere a téquina dos “por quês”. Ele te explica mais ou menos e você vai na praça e começa a conversar com as pessoas. Conversando com um senhor de uma banca de jornal você começa:
Você: O senhor sabe porque a estátua esta sempre suja?
Senhor: Moço, isso todo mundo sabe, são as pombas
Você: Mas por que as pombas sujam a estátua?
Senhor: Porque elas comem, oras…
Você: Mas o que elas comem?
Senhor: De vez em quando alguém dá alguma coisa pra elas
Você: Elas comem mais alguma coisa?
Senhor: Sim, elas gostam de uma frutinha que da naquelas árvores.
Você: E essas árvores estão há muito tempo
Senhor: Não, foram colocadas no ano passado para ter sombra para as pessoas.

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+ [Six Sigma] Guia rápido sobre p-value Por Washington Souza 16 May 2010 as 12:01 am Nenhum comentário

Este guia serve aos que estão indo (ou já estão) para o CMMI 4 ou 5 e MPS.Br B ou A. É voltado à como avaliar o valor de p-value dos testes estatísticos mais comuns que usamos em Alta Maturidade.
Sempre pinta a dúvida: “Devo aceitar essa hipótese ou não?”, “Existe correlação ou não?”… bom, basta analisar o valor do p-value, mas sempre pinta a dúvida.

Montei este guia rápido para um treinamento e estou disponibilizando-a à vocês para tirar estas dúvidas

Ferramenta P-Value < 0.05 P-Value > 0.05
Distribuição Normalidade Anderson Darling Seus dados não estão normalmente distribuídos seus dados estão normalmente distribuídos
Teste de hipótese (dados contínuos) 1 Sample A amostra é diferente do valor conhecido Não há diferença entre a amostra e o valor conhecido
2 Sample As duas amostras são diferentes Não ha diferença entre as duas amostras
Paired Há diferença consistente entre os pares de dados Não há diferença consistente entre os pares de dados
ANOVA (one way) Pelo menos uma das amostras tem uma media diferente das outras Não há diferença entre as medias das amostras
Kruskal Wallis & Mood’s Median Pelo menos uma das amostras tem mediana diferente das outras Não há diferença entre as medianas das amostras
F-Test, Levene’s test, Bartlett’s Pelo menos uma das amostras tem desvio padrão diferente das outras Não há diferença entre o desvio padrão das amostras
Teste de hipótese (atributos) 1 Proportion Sua amostra tem proporção diferente do valor conhecido Não há diferença entre o valor conhecido e a amostra
2 Proportion Há diferença entre as proporções das duas amostras Não há diferença entre as proporções das duas amostras
Chi-Square Pelo menos uma das amostras tem proporção diferente das outras Não há diferença entre as proporções das amostras
Correlação e regressão Correlação
(coeficiente de Pearson)
Há correção entre os elementos Não há correlação entre os elementos
Regressão O fator de entrada influencia no fator de saída O fator de entrada não influencia o fator de saída

+ Onde o CEP entra em alta maturidade? Por Washington Souza 17 November 2009 as 12:40 pm 1 comentário

Há alguns meses um amigo me pediu umas dicas, pois eles estavam implementando o nível do CMMI 4. Ele iniciou falando que eles estavam muito bem, pois já iniciaram fazendo  um curso de CEP (Controle estatístico de processos), focado nos gráficos de controle e com base neste curso eles mapearam os indicadores que eles precisavam para o nível 4 (!!??).

Ele queria saber se eles estavam indo no caminho certo.

Quando se fala em alta maturidade (CMMI Níveis 4 e 5 – MPS.BR níveis A e B) tenho visto uma enxurrada de treinamentos de CEP focasos exclusivamente no gráfico de controle, e até agora não vi nenhum de alta maturidade propriamente.

Voltando a conversa com meu amigo, ele me mostrou o que estavam fazendo, como estavam calculando desempenho e por ai. Ao final da conversa disse que tinha uma péssima notícia pra ele, pois a implementação dele que ele achava que tinha 90% pronto, não tinha nem 20%.

Este é um problema de entendimento dos modelos. O uso de CEP é essencial em alta maturidade, mas, seu uso correto resolve no máximo 30% do nível 4 (MPS.BR B). E seu uso é feito no final de uma implementação nível 4. O maior trabalho em alta maturidade (antes do nível 5) é a estabilização dos processos e montagem dos modelos. Estas duas atividades demandam um bom tempo.
Exemplo de gráfico de controle

Para ajudar, na maioria das implementações de alta maturidade, as empresas têm que refazer boa parte dos níveis 2 e 3 por não estarem preparados para os níveis superiores.

Então a dica que vai é: “O gráfico de controle é importantíssimo, mas no final da cadeia de implementação do nível 4”. Antes de entender o controle estatístico de processos e elaboração de modelos de desempenho faça uma simples verificação:

“Seus processos estão estáveis?”

Se eles não estiverem estáveis, então, você tem muito trabalho pela frente, pois a estabilização demanda ajustes, novas medições, novo processo de institucionalização e outras coisas. Em resumo, leva tempo.

Somente com seus processos estáveis, você poderá iniciar alta maturidade.
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+ Você confia nos seus dados? Por Washington Souza 18 September 2009 as 2:37 am Nenhum comentário

medição e análsieAntes, vamos a duas perguntas:

  • Quais os dados você confia e porque você confia neles?
  • Quais os dados você não confia e porque você não confia neles?

Fazendo esta reflexão será mais fácil entender a importância de MA Medição e Análise. MA é base para os níveis 4 e 5 (A e B do MPS.BR) e se ela não for bem implementada e de maneira séria ela simplesmente terá que ser refeita quando chegar ao nível 4, tornando a implementação ainda mais cara. Alguns sintomas de falhas no sistema de medições são:

  • Os profissionais preenchem a planilha de horas apenas no fim da semana
  • Informações como “custo do projeto” estão em mais de um local e há divergências
  • Se você perguntar a 5 pessoas diferentes onde esta o esforço do projeto cada uma vai pegar em um lugar diferente
  • Horas adicionais não são computadas no projeto (para não estourar o custo)
  • O gerente não faz um acompanhamento constante dos indicadores
  • Projetos com problemas não são analisados, apenas faz-se uma força tarefa para entregá-los
  • Não são realizadas pesquisas com os clientes insatisfeitos
  • Existe muita entrada de dados manual
  • Existem vários dados apontados como “0”

É uma verificação simples, mas vai revelar muito sobre o sistema de medições

Informações ruins lhe levarão a tomar decisões ruins.

Tipicamente, quando seu sistema de medições não é bom, você pode tem problemas como:

  • Estimativas erradas
  • Custo adicional (e normalmente desnecessário)
  • Falta de visibilidade do progresso

A dica que dou é levar MA a sério logo nos primeiros níveis, fazendo isso, você vai economizar muito tanto nas próximas implementações quanto nos seus projetos.
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+ Entendendo o que é pareto Por Washington Souza 28 August 2009 as 12:51 am Nenhum comentário

Vou deixar de lado toda parte histórica e vamos para a prática.
O principio de Pareto também é muito conhecido como a regra dos 80/20. Esta é uma ferramenta muito boa tando em projetos six sigma quanto no gerenciamento de projetos pois o Pareto lhe ajuda a focar no que realmente importa.

Vamos a alguns exemplos práticos de Pareto:

  • 20% do tempo despendido produz 80% dos resultados
  • 80% de suas ligações telefonicas são destinadas a 20% dos seus contatos
  • 20% das ruas são responsáveis por 80% do trafego (não em São Paulo)
  • 80% dos pedidos em um restaurante vem de 20% do menu
  • 20% de seus clientes são responsáveis por 80% do seu faturamento
  • 20% das pessoas causam 80% dos problemas
  • 20% dos recursos de um sistema ocupam 80% do tempo de desenvolvimento

Faça alguns destes testes e você verá que o principio de pareto é verdadeiro.

Nos níveis de alta maturidade (CMMI 4 e 5 ou MPS.BR B e A) você utilizará muito Pareto que também é uma ferramenta indispensável em projetos Six Sigma.

+ Você não entendeu corretamente alta maturidade se… Por Washington Souza 26 May 2009 as 4:00 pm Nenhum comentário

Os exemplos a seguir devem ser encarados com instrutivos e não pejorativos

Você não entendeu corretamente OPP se…

… uma tabela contendo os defeitos por fase parece um excelente modelo de performance de processos (PPM – Process performance model)
…A média de linhas de código produzidas por dia por desenvolvedor parece um baseline de desempenho de processo pra você
… um gráfico de controle usado para “gerenciar” defeitos escapados parece um excelente PPM para você
… um sistema e Earned Value Management parece atender completamente o nível 4 pra você

Você não entendeu corretamente QPM se…

… monitorar os bugs ao longo do ciclo de vida do projeto parece “gerenciamento estatístico” para você
… você recalcula os limites de controle de seu baseline pelo menos duas vezes ao ano
… decisões gerenciais são utilizadas para ajustar os limites de controle
… densidade de defeitos parece um perfeito subprocesso para gerenciamento estatístico

Você não entendeu OID corretamente se…

… 42 projetos six sigma – todos voltados à inspeção – fazer uma companhia ter maturidade nível 5
… uma melhoria de 5% em um processo com variação de +-7% parece excelente e pode ser implementada imediatamente
… o resultado (e força) de uma melhoria somente pode ser mensurado pelo poder de persuasão do autor
… as propostas de melhoria são desenvolvidas de acordo com a ordem de chegada
… você não consegue ver como PPMs – Process Performance Models e PPB – Process Performance Baselines podem contribuir com OID

Você não entendeu CAR corretamente se…

… você classifica como “severidade alta” os defeitos e diz “vamos rodar uma análise de causa e ver o que esta acontecendo”
… análise de causa é utilizada apenas para encontrar as causas raiz dos defeitos
… você não vê valor em aplicar DAR para selecionar quando utilizar ou não CAR
… você não vê o valor de aplicar CAR para selecionar quando e como aplicar OID
… você não consegue ver como PPMs – Process Performance Models e PPB – Process Performance Baselines podem contribuir com CAR

+ Qual o impacto que um desvio não corrigido de PPQA pode trazer? Por Washington Souza 03 May 2009 as 11:53 pm Nenhum comentário

Durante uma auditoria de PPQA ou Revisão entre pares (RP) diversos itens são verificados e o resultado é um conjunto de itens em conformidade e desvios. Vamos focar nos desvios

Um desvio é um problema ou algo que não esta em conformidade com o previsto.
Vamos a um cenário:

Em sua empresa após o levantamento de requisitos, gera-se um documento contendo todos os requisitos e o cliente deve aprová-los. Este documento servirá de insumo para a próxima fase onde serão desenvolvidos protótipos.

CMMI e o custo da não qualidade - quanto maior o tempo, maior o custo
Um desvio encontrado na auditoria de PPQA foi de que os requisitos não há evidências de que os requisitos foram aprovados pelo cliente

O analista de PPQA comunica isto a gerencia e estabelece uma data para correção – lembre-se que: “PPQA deve fornecer visibilidade de como esta o projeto a direção”.

O gerente do projeto é o responsável pelo projeto e conseqüentemente corrigir os desvios. Se ele não corrigir os desvios devem ser escalados para o nível superior e assim por diante.

Imaginando que “ninguém fez nada” e deixou os desvios paradinhos lá durante um mês.

O cliente começou a validar o sistema e não esta concordando com nada do que foi definido, e para ajudar quem esta validando entrou agora no projeto.

Tudo isto não seria problema se você tivesse corrigido os desvios, mas como não fez isto, o que pode fazer agora? Bom, na melhor das hipóteses, o prejuízo será pequeno.

Este exemplo é simples, mas uma grande parte dos prejuízos em projetos vem de situações como esta. Repare que se você tivesse corrigido este desvio no momento certo, o custo seria X, agora ele será no mínimo 10 X.
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+ O que é EVM – Earned Value Management Por Washington Souza 20 April 2009 as 1:50 am 5 comentários

Um bom método para monitoramento do desempenho de projetos é a técnica de Valor Agregado (EVM – Earned Value Management). Apesar de muito utilizada em países como os EUA, aqui no Brasil esta técnica ainda é pouco utilizada e um de seus maiores disseminadores é o PMI. Aliás, tenha em mente que além de gerenciar melhor seus projetos, você estará atendendo várias práticas do CMMI e algumas necessidades do Six Sigma.

Com EVM podemos ver coisas como:
- Como o projeto esta?
- Como ele deveria estar?
- Os gastos do projeto estão adequados ao trabalho realizado?
- O projeto será entregue dentro do prazo e custo?
- Qual a previsão de desvio de prazo e custo?

Exemplo simples de EVM

Entendendo as características básicas
Você faz o planejamento de um projeto que tem 10 dias e custo de 100.000.
A primeira coisa que você terá que fazer aqui é calcular o custo diário de seu projeto. Lembre-se que para isto você deverá ter um WBS bem detalhado e que reflita a situação real de seu projeto.
Você monta o WBS e obtém um planejamento como esse:Grafico com o custo planejado

Sempre recomendo transformar os números em gráficos pois fica mais fácil de se entender e reduz sensivelmente interpretações erradas.

Seu projeto esta em andamento e você coleta o custo do projeto todo dia. Seu projeto esta no sexto dia e quando você olha para o gráfico você acredita que o projeto esta ruim, pois o planejado para o dia é 40.000 e você já gastou 50.000.

Você apresenta este gráfico na reunião de acompanhamento semanal de projetos.
Grafico com o custo planejado de um projeto e o realizado
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+ Six Sigma + CMMI = Mais Qualidade Por Washington Souza 05 April 2009 as 5:36 pm 5 comentários

Visão rápida do Six Sigma

O Six Sigma e o CMMI são um casamento perfeito. Aos que não conhecem, vou explicar resumidamente o que é Six Sigma e como ele pode ajudar no CMMI.

O Six Sigma (ou seis sigma) é um modelo que foi criado inicialmente pela Motorola para melhoria de processos e redução de defeitos. Define-se como um defeito, uma anomalia em um produto ou serviço contra suas especificações iniciais. O Six sigma é altamente utilizado no planejamento estratégico para prover mudanças significativas nas organizações. Ele é aplicado tanto na redução de defeitos quanto na busca de oportunidades de melhoria.

DMAIC
Método DMAIC

O six sigma trabalha com dados reais dos processos e possui um conjunto de práticas que orienta os projetos de melhoria de forma sistemática e clara, para isso, utiliza-se um conjunto de ferramentas estatisticas que auxilizam no aumento de qualidade através de dados e fatos.

O six sigma conta com uma cultura de processos enxutos (lean) e otimizados para:
- Qualidade
- Satistação do cliente
- Redução de custos

Os projetos são normalmente desenvolvidos utilizando a metodologia DMAIC que possui um conjunto de práticas organizadas de modo a analisar de fato as causas dos problemas e propor soluções efetivas para os mesmos
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+ CMMI Nível 4: Entendendo a estabilidade de processos Por Washington Souza 24 November 2008 as 12:02 am 2 comentários

Semana passada recebi um e-mail perguntando “O que é a tal da estabilidade de um processo”
Para ajudar, vamos fazer uma analogia com um processo corriqueiro que todos fazemos todos os dias: “Ir trabalhar”
Vamos colocar o seguinte cenário:
- Moro (A) em Campinas e trabalho (B) na mesma cidade
- Vou de carro
- Meu horário de entrada é as 8:00h

Faço o seguinte percurso:
Situação 1: Percurso padrão

Normalmente, levo 30 minutos de casa até o trabalho. Se o transito estiver bom, consigo chegar em 27 minutos e quando esta ruim por volta de 33 minutos. Mas em média levo 30 minutos. Tenho certeza destes tempos, pois já fiz isto mais de 100 vezes. Desta forma, saio de casa 35 minutos antes, pois assim tenho certeza que chegarei a tempo.

Este processo (ir trabalhar) está estável, pois sei o desempenho dele (30 m) e sua variação natural (27m – 33m). Esta é a voz do processo, ou seja, o que o processo pode me oferecer. Como o que o processo me oferece atende minha necessidade que é chegar no trabalho em, no máximo, 35 minutos (voz do cliente, ou seja, o que o cliente – no caso eu mesmo – espera do processo), podemos dizer que este processo, além de estável, é capaz

Todavia, ultimamente tenho levado mais que 33 minutos (máxima variação para meu processo) para chegar ao trabalho e isso tem acontecido freqüentemente. Por causa disso, estou chegando atrasado alguns dias na empresa, o que não esta sendo bom.

Neste momento, o processo deixou de ser estável e não atende mais minhas necessidades, é preciso fazer algo.
Investigo os motivos para esta perda de estabilidade e verifico que isso ocorreu pois abriu-se uma escola infantil no meu percurso e o horário que passo é o mesmo horário que os pais deixam seus filhos na escola.

Tenho duas opções:
- Aceitar que meu processo foi modificado e que não é mais capaz, ou seja, não atende mais minhas necessidades, e alterar tais necessidades para que ele volte a ser tornar capaz, ou seja, passar a sair mais cedo; ou
- Fazer um projeto piloto (tentar um outro caminho)

Escolho a segunda opção pois não quero levar mais tempo para chegar ao trabalho
Situação 2: Análise e melhoria

Neste projeto piloto, experimento alguns percursos diferentes e após duas semanas escolho um que aparentemente leva o mesmo tempo que o que eu fazia (30m)
Depois de uma semana (5 amostragens) verifico que a média é de 30m com variações entre 28m e 32m. Isto atende minhas necessidades.
Com isso, defino que este é meu processo padrão a partir de agora (e garanto o mesmo desempenho que o anterior).

Passado algum tempo decido por melhorar o desempenho deste processo, minha meta é reduzir meu tempo em 10%.
Novamente, faço alguns testes piloto e escolho o percurso abaixo.
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