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Como custo, tempo e escopo podem te ajudar (ou não)? 10 May 2010 as 12:08 am de Washington Souza

Como definido pelo PMI, um projeto é algo novo, único e temporário, e para fazer o projeto dar certo o gerente de projetos deve controlar diversos fatores. Hoje vamos destacar quatro que são: Custo, Tempo, Escopo e Qualidade.

Vamos falar um pouco sobre cada um:

Gerenciamento de custos

Este é um dos grandes problemas para o gerente de projetos pois normalmente há pouca ou nenhuma margem para manobra, e, o cliente em 90% das vezes não quer (ou não deve) pagar mais. Este problema se agrava ainda mais quando a venda é feita sem consultar a equipe técnica (ou especialistas no negócio).

Dia-a-dia tudo contribuirá para o aumento dos custos e posso citar como principais estes:

  • Mudanças de escopo (não ou mal negociadas)
  • Disponibilidade do cliente
  • Qualificação técnica ou de negócios inadequada
  • Rotatividade (interna e externa)
  • Motivação (sim, isso influencia muito)

Outra coisa que temos que ter em mente é que se o projeto atrasar, o custo vai aumentar,  se o escopo mudar, o custo vai aumentar e se a qualidade for ruim, advinha. :D

Gerenciamento de tempo

Como sabemos, todo projeto tem um cronograma para ser cumprido e este cronograma foi estimado com base no tamanho e esforço necessário para se fazer o projeto.

E como sabemos, quando um projeto atrasa inicia-se uma série de eventos em cascata onde o cliente começa a ficar insatisfeito, o custo começa a aumentar, a pressão aumenta exponencialmente e diversas outras coisas. Em muitos casos o não cumprimento do prazo pode destruir um projeto.

Vamos a um exemplo: É dia um de dezembro e você precisa montar uma vitrine para uma loja de decorações e presentas para o natal. Você monta um super projeto, a melhor vitrine do mundo, seu cliente compra a idéia mas ela só fica pronta no dia 26 de dezembro. O que acontece?
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+ Ata de reunião: registros são importantes, mesmo quando informais Por Washington Souza 04 April 2010 as 7:40 pm Nenhum comentário

Sejamos sinceros! Fazer registros de reuniões e distribuí-los entre os participantes é uma tarefa nada empolgante. Para muitos é mera formalidade e não possui utilidade alguma. Não são em todas reuniões que faço registros como sugerido no Efetividade, em algumas apenas anoto as pendência e já saio me dedicando a elas, entretanto tem sido cada maior o número de reuniões que venho registrando. Principalmente porque encontrei uma forma bastante ágil de fazê-lo e que para mim tem sido muito útil.

Nas reuniões que conduzo, gosto muito de utilizar o quadro para fazer anotações das idéias e pontos importantes que surgem durante a reunião. É uma forma de garantir que não sejam esquecidos e também permite que todos presentes acompanhem visualmente a evolução da reunião. O que traz uma série de vantagens:

  • Quando registro alguma idéia no quadro, os participantes validam na hora se minha percepção é fiel a idéia apresentada;
  • No quadro é possível fazer desenhos, setas e rabiscos em diferentes cores, o que além de trazer uma melhor organização, dá uma certa dinâmica a reunião;
  • Este dias ouvi uma piada em que Moisés alertava a Deus que se os 10 mandamentos fossem representados com diagramas e não leis textuais, talvez a humanidade tivesse os compreendido. Certas coisas são difícieis de transmitir em um texto, rabiscos e desenhos no quadro são muito representativos e podem transmitir algumas coisas com mais facilidade.

Porém muitas das informações representadas no quadro são perdidas nas atas formais. Talvez sejam necessário 3 parágrafos para detalhar uma idéia rabisca às pressa em uma lousa…

Hoje, graças ao advento das câmeras digitais é possível tirar fotos e em poucos minutos anexá-las em um documento e repassar aos participantes. Mesmo com celulares já é possível tirar fotos boas que permitam a releitura do quadro construído durante a reunão. Acreditem, voltar os olhos para uma foto do esquema original, criado para organizar as idéias, pode resgatar muitas informações que uma ata textual talvez não conseguiria! Fazendo uso deste recurso otimizei bastante meus registros.

Atualmente registro os participantes, local, objetivo e tópicos os mais importantes. Faço isso de uma forma bem branda, pois anexo as foto na ata. Dessa forma não há necessidade de digitar todos detalhes, uma vez que durante a reunião os tópicos importantes vão para o quadro e a foto traz um resumo bastante significativo sobre cada um.

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Exemplo: Cópia tirada uma aula

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+ Tutorial mini projeto parte 3 – Mudanças de escopo e impacto Por Washington Souza 14 January 2010 as 10:49 pm Nenhum comentário

Continuado a série de mini tutoriais de projeto, no ultimo post realizamos o dimensionamento do projeto e chegamos ao custo de R$ 8.400,00 em 210 horas.

Agora vamos compreender o impacto das mudanças.

Nota: Neste momento, você praticamente finalizou o projeto e esta validando-o com seu amigo.

Nosso projeto é uma pequena tela de cadastro de contatos e ao entrega-la ao seu cliente (seu amigo). Ele gosta tanto que mostra ao seu chefe, que também gosta muito do sistema e tem a idéia de implementar em toda empresa.

Você comenta que teria que fazer várias mudanças mas ele comenta que quer “do jeito que esta” não precisa mudar nada – Ele gostaria apenas que selecionasse a filial (ele tem 10 filiais) antes de ver os contatos. Esta solicitação vem junto com a frase “É fácil… é só uma tabelinha”.

Seguindo a mesma linha de dimensionamento que usamos, vamos então colocar:

+ Um arquivo interno
+ Uma entrada externa

O arquivo interno equivale à 10PFs e a entrada equivale à 4PFs, totalizando assim 14 pontos por função. Aplicando novamente a mesma produtividade utilizada anteriormente teremos 98 horas. Então podemos dizer que “a tabelinha” vai demandar mais 98h de trabalho em um projeto de 210h. Em outras palavras, seu amigo que já pagou R$ 8.400,00 pelo sistema terá que pagar mais R$ 3.920,00 por essa mudança.
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+ O que é motivação e como ela influência na TI Por Washington Souza 12 November 2009 as 5:42 pm 1 comentário

Você já deve ter se perguntado algum dia: “Em quanto à motivação da equipe interfere no desempenho de um projeto?”

De acordo com diversas pesquisas, posso dizer com confiança que ela interfere muito mais do que você acredita. A motivação da sua equipe pode ser o limiar entre o sucesso ou o fracasso de um projeto.

Se sua equipe esta desmotivada, é praticamente certo que você terá problemas em seu projeto. Dois meses atrás um amigo me procurou pedindo ajuda, pois na empresa onde ele trabalha aconteceram diversas ações organizacionais que desmotivaram sua equipe e conseqüentemente o projeto começou a afundar e a produtividade caiu pela metade. “É como se estivessem jogando contra” indagou o mesmo.

Em outro caso de outra empresa, uma implementação CMMI ficou estacionada e não saia do lugar porque as equipes “não estavam nem ai para o CMMI”. Isto fez a empresa gastar CINCO vezes mais o que ela havia planejado para tirar o nível 2.

sponsorJá em alta maturidade, cheguei a ver modelos onde se a equipe estivesse desmotivada, o custo do projeto poderia aumentar em até 43%, já se a equipe estivesse motivada, o custo poderia ser reduzido em até 14%.
Mas… “o que é motivação?”

Em um resumo bem simplista podemos dizer que é “a pessoa querer fazer aquilo”, “alcançar aquele objetivo”, “fazer de tudo para consegui-lo”, enfim… ter garra.

Na nossa área de TI existem diversas formas de motivação.

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+ A importância do Sponsor em um programa de melhoria de processos Por Washington Souza 22 September 2009 as 10:10 pm 3 comentários

sponsorHoje, gostaria de conversar sobre um assunto muito sério: A importância do Sponsor em um programa de melhoria de processos.

Este assunto passa despercebido em diversas implementações, mas ter um sponsor comprometido com o programa de melhoria é fundamental.

Nos últimos 3 meses fiquei sabendo de pelo menos 3 casos de implementações que afundaram.

No pior caso, o Sponsor já havia implementado CMMI em empresas anteriores e conseguiu em 3 anos os níveis 2 e 3. Ele saiu da empresa e o novo Sponsor conseguiu destruir o EPG em apenas 2 meses (!!). Resultado, hoje os projetos desta empresa não tem sequer um plano de projeto “em papel de pão”, a área de PPQA foi desfeita, assim como o EPG. O resultado da avaliação esta publicado no site da SEI, mas a empresa não vai conseguir renovar no ano que vem, pois não há mais nada. Jogou-se tudo fora, inclusive o dinheiro dos acionistas.

Em outro caso que aconteceu no mês passado, trocou-se o sponsor e o novo chamou uma consultoria CMMI e perguntou o absurdo: ”Quanto que eu tenho que pagar para comprar (!!) o CMMI 2?”.

E no ultimo, que aconteceu no início do ano, o novo sponsor, a três meses de um SCAMPI decidiu parar o projeto e alocar a equipe em projetos por causa da crise. Resultado, o projeto parou, a maior parte da equipe saiu e agora a empresa terá que investir tudo novamente.

O investimento em um programa de melhoria de processos é alto e é necessário que o Sponsor compreenda os benefícios e apóie o programa.

Parece óbvio, mas casos como estes acima acontecem muito. E repare que tanto o CMMI quanto o MPS.BR falam muito disso.

Então, procure sempre conscientizar o sponsor dos benefícios, retorno e obter com ele o comprometimento e compromisso com o programa, garantindo isso você já terá dado um grande passo.
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+ Descrição de cargos e responsabilidades Por Washington Souza 09 August 2009 as 2:13 am 1 comentário

A descrição de papéis e responsabilidades (também conhecida como descrição de cargos e responsabilidades) é uma coisa básica na industria, porém em TI ela ainda esta engatinhando.

Vamos fazer um teste, procure em sua empresa se há uma documentação definindo claramente o que você (ou alguém com o mesmo cargo) deve fazer. Bom… provavelmente em mais de 90% dos casos não haverá nada ou uma definição informal do que é.

O mesmo vale para os níveis de senioridade.

Mas, porque é tão importante ter essa descrição? Simples: organização, produtividade e escala.

Tendo os crítérios, você reduz riscos de:
Contratar um junior achando que é senior
Enviar demanda a um profissional que não esta apto a executa-la
Ter diferentes faixas salariais para o mesmo perfil
Não cumprimento de prazos
E outras

Vale lembrar que esta definição deve ser apoiada pela política organizacional e deve ter a aprovação e comprometimento da alta direção.

Agora, vamos a um exemplo simples de como deve ser uma “descrição de cargos e responsabilidades”:

Cargo: Programador Junior Java
Formação: Técnica, superior ou curso que ateste os conhecimentos

Conhecimentos:
1. UML
2. Java
3. …

Habilidades:
1. Conversação em inglês
2. Digitação rápida
3. …

Responsabilidades:
1. Entregar os produtos com a qualidade definida
2. Apontar diáriamente as horas trabalhadas nas tarefas específicas
3. …

A quem se reporta: Gerente de desenvolvimento

É muito importante você definir critérios para os elementos evitando que alguém que saiba apenas a frase “the book is on the table” seja classificado com “Conversação em Inglês – OK”

Lembrando, este é um exemplo básico, da pra evoluir bem com elementos como: “Elementos Obrigatórios e Opcionais”, “Faixa Salarial”, “Atuação secundária”,”autoridade”, etc, etc, etc

Os que estão envolvidos com OT ou GRH devem montar esta definição para cada cargo (papel ou função) de sua organização e segui-la.

Abraço a todos.
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+ Top 10 dicas para um bom gerenciamento de projetos Por Washington Souza 15 May 2009 as 11:56 pm Nenhum comentário

1. Monitore diariamente o desempenho do projeto
Monitore diariamente elementos como custo, qualidade e atendimento a prazo. Você deve documentar no plano de projetos qual a qualidade esperada e variação de custo e prazo. Considere a utilização de EVM para monitorar o custo e prazo, além disso, tome ações sempre que o desempenho sair dos seus limites de controle.

2. Gerencie o escopo
Verifique quais são as reais expectativas do cliente e em casos de divergência negocie com base nos dados que você tem (uma proposta comercial com o escopo ajuda muito).
Ambos devem ter ciência do que foi comprado e o que será feito. Não há problema algum em alterar o escopo, porém deve ficar claro o impacto de alterações (para mais ou para menos). Formalize sempre o que será feito e formalize também toda mudança.

3. Tenha auditorias de qualidade periódicas e independentes em seus projetos
Uma auditoria independente (PPQA por exemplo) ajuda muito a saber se o projeto esta bem sob a óptica da empresa. Utilize isto para corrigir possíveis problemas em casa e não no seu cliente.

4. Faça reuniões de acompanhamento periódicas
O PMI fala muito sobre isso. É muito importante fazer eventos de acompanhamento tanto interno (com sua equipe) quanto com seu cliente (apresentando o desempenho). Documente sempre os eventos de acompanhamento e utilize esta documentação para na próxima reunião.

5. Mantenha a equipe motivada
Motivação é um dos pontos chave de todo projeto (em breve escreveremos mais sobre isso). Uma equipe motivada produz produtos de mais qualidade e em tempos menores. Apple e Pixar são grandes exemplos de equipes empresas motivadas. Bonifique o desempenho acima do previsto. Diversos problemas deixarão de ocorrer pelo simples fato de ter uma equipe motivada.

6. Gerencie os riscos do projeto
Durante todo o projeto você gerencia riscos, pode-se até dizer que o gerenciamento de projetos é na verdade gerenciamento de riscos, desta forma, identifique todos os possíveis riscos e defina planos para gerenciamento destes riscos. Sempre que possível tenha uma contingência para os casos onde “algo deu errado”

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+ Definindo objetivos de forma clara Por Washington Souza 24 February 2009 as 10:12 pm Nenhum comentário

Objetivos devem ser claros de modo que qualquer um entendaOlá, a informação é importante, mas o jeito de se divulga-la é tão importante quanto, então hoje vamos mostrar como fazer uma definição de objetivos que seja fácil entendimento e divulgação.
Vamos pegar um exemplo:

“Aumentar a qualidade”
Este texto é extremamente vago e 90% das empresas tem este objetivo. Precisamos quantifica-lo.

“Aumentar a qualidade em 50%”
Melhorou, mas se você perguntar à 5 pessoas, cada uma explicará de uma forma diferente o que significa esses 50%.

“Aumentar a qualidade da codificação em 50%”
Perfeito, agora você sabe onde deve focar e em quanto. Ainda tem bastante trabalho pois você deverá ainda:
- Medir a qualidade
- Medir o custo da não qualidade
- Identificar os fatores que influenciam na não qualidade
- Definir ações para tratar os fatores que influenciam a não qualidade

Mas, isto é assunto para outro dia. Este serve de base para a criação de um mapa de objetivos que falaremos mais adiante.

+ Dicas de institucionalização do CMMI Por Washington Souza 27 August 2008 as 1:02 am 2 comentários

Olá pessoal, hoje vamos falar de dicas para institucionalização, o diagrama abaixo demonstra o que pode-se fazer.

O CMMI deve estar vivo na organização

Vamos comentar cada uma destas iniciativas:
Treinamentos: Esta iniciativa é a mais óbvia de todas, mas é fundamental, sua eficiência é entre média e baixa, mas não deve ser descartada.
Workshop: Evento onde você apresenta o modelo de um jeito mais informal, você pode torna-lo interativo fazendo brincadeiras e distribuindo prêmios – tem eficiência média
E-Mails rápidos: E-mails cursos, de até 15 linhas resumindo ao máximo um determinado assunto, sua linha deve ser informal – tem eficiência entre média e alta
Dicas: E-mails ou avisos com dicas de determinados assuntos, devem ser rápidos e preferencialmente gráficos – tem eficiência média-baixa
Quadros:
Similar ao Dicas, apresentam mais informações. Coloca-se normalmente nos quadros de avisos da empresa – tem eficiência baixa.
Banners: Banners sempre ajudam, o ideal é torna-los o mais gráfico e fácil possível, deixe os detalhes nos processos e use uma linguagem de fácil interpretação – tem eficiência alta
Guias: As pessoas adoram guias, assim, é uma boa iniciativa criar um guia para os principais trabalhos – tem eficiência média
Testes: Testes fazem com que as pessoas estudem, seus resultados são medianos, mas sempre devem ser usados como complemento aos treinamentos – tem eficiência média
Concursos: Quando com prêmios, os concursos ajudam demais a institucionalização, as pessoas vão atrás dos prêmios e de queba, aprendem mais sobre os processos – tem eficiência média alta.

Vale lembrar que todas estas iniciativas ajudam, mas não “resolvem”. Emprenho e comprometimento são fundamentais.

A melhor iniciativa é as pessoas praticarem os processos, é a mais “simples” e mais eficiente.

Como diria meu grande  grande amigo Edson Sayeg: “Não é preciso decorar, basta praticar”
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+ Requisitos, o porquê da comunicação Por Washington Souza 24 August 2008 as 1:52 pm 1 comentário

A Imagem abaixo demonstra muito do que acontece atualmente em grande parte das organizações.

Comunicação - Requisitos

Alguns dos principais pontos relacionados à requisitos são:

  1. Os requisitos devem ser documentados
  2. Os requisitos devem ser aprovados
  3. Os trabalhos devem ser aprovador
  4. Eles devem estar sob gerência de configuração
  5. Os requisitos somente podem sofrer alterações mediante análise de impacto, aprovação e replanejamento

Um ponto chave para reduzir problemas com comunicação é a formalização da mesma. Assim consegue-se mais envolvimento e comprometimento entre os envolvidos.